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A relação entre a ética do profissional da saúde e a qualidade da consulta

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A evolução tecnológica adicionada a tratamentos destinados ao bem-estar e qualidade de vida trouxeram muitas novidades para o dia a dia de quem trabalha no setor de saúde. Tudo isso, no entanto, não será suficiente se o paciente não perceber, durante a consulta, não só a capacidade como também a ética e atenção desse profissional para com ele.

As impressões sobre o atendimento serão determinantes para que o usuário volte (ou não) a clínica médica. Durante a consulta, a forma atenciosa de atender, a indiferença ou infração à ética pode ser apenas relativo a um ponto de vista, e é variável entre os pacientes. Uma dica valiosa é que as partes – profissional e paciente– equilibrem isso durante o relacionamento que se constrói dentro de um consultório.

Credibilidade construída a cada atendimento

Chamamos de ética todos os princípios e valores morais que regem o comportamento humano na sociedade. E, na área em que você atua, seguir esses padrões é primordial para alcançar um patamar de excelência no que você se propõe a fazer.

Podemos verificar os princípios na saúde sob dois aspectos importantes: o relacionamento profissional x paciente, e entre os colegas de profissão. Isso só nos afirma que a ética e qualidade na consulta são dois fatores que precisam estar juntos sempre.

Sabemos que condutas inapropriadas existem, inclusive durante a consulta. Há casos de profissionais que atendem ao telefone para assuntos pessoais enquanto estão com pacientes. Ou, ainda, discutem diagnósticos e situações pontuais sobre o caso de outros usuários, esquecendo completamente do atendimento que estava em curso.

Listamos aqui algumas informações úteis sobre aliar à ética e a qualidade na consulta. São conceitos que um profissional de saúde, independente da especialidade, pode exercer para fidelizar o paciente e também consolidar sua credibilidade.

– Respeite as normas e condutas específicas a sua profissão, assim como as do local onde você atua;

– Busque entender o momento que o seu paciente vive. Esteja atento a tudo que pode deixá-lo desconfortável e, de certa forma, exaltado; e tente tranquilizá-lo com acolhimento, transmitindo confiança;

– Mesmo que você busque um tom de brincadeira para deixar o momento menos formal, cuidado para não debochar de algo que, para sua profissão é cotidiano, mas, para o usuário, é algo desconhecido – uma atitude assim pode soar como desrespeito;

– Quando o atendimento for destinado a um amigo ou conhecido, mesmo que você faça uma consulta menos formal, deve haver sempre uma distinção entre as condições de paciente e profissional, afinal, a finalidade do encontro é a saúde;

– Enquanto estiver em atendimento, deixe que o paciente seja o foco. A maioria das outras questões pode ser resolvida depois, por isso, dedique-se ao máximo ao usuário que anseia por seu atendimento;

– Seja sempre um profissional responsável. E respeite as necessidades do seu paciente, informando da maneira mais clara possível sobre tratamentos, procedimentos e outras prescrições;

– Não falar de outros profissionais durante o atendimento, pois se o usuário procurou por você, já deve ter suas próprias opiniões sobre quem está no mercado;

Profissional da saúde: não deixe de ser humano

Talvez o segredo para oferecer o melhor ao paciente é se colocar no lugar dele. Se você é um profissional da saúde que cuida de seres humanos, você não pode deixar de lado essas suas características.

Quanto à ética, é preciso levá-la em consideração a todo o momento e pensar  justamente no que ninguém gostaria que acontecesse durante uma consulta. Situações de descaso, falta de empatia e cuidado do profissional no momento da consulta acabam com qualquer boa imagem. Se o paciente não gostar do atendimento que recebeu, provavelmente falará para outras pessoas sobre tudo de ruim que aconteceu.

A humanização representa uma nova mentalidade que está sendo absorvida pelos profissionais de saúde ao longo dos últimos anos. Isso envolve dignidade, respeito e confiança. Mesmo que o momento seja difícil, a seriedade e sensibilidade junto ao paciente podem transformar momentos dolorosos em experiências positivas.

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10 perguntas e respostas sobre a consulta on-line

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Você sabia que o atendimento on-line na área da saúde não foi algo criado durante a pandemia de coronavírus? A primeira regulamentação da telemedicina instituída pelo Conselho Federal de Medicina é datada do ano de 2002. A consulta on-line está a um clique de distância do paciente.

No texto que completa duas décadas ano que vem, a modalidade que permite o atendimento virtual foi conceituada como “o exercício da medicina através de metodologias interativas de comunicação audiovisual e de dados”. A Organização Mundial de Saúde já reconhece a telemedicina desde a década de 90. O serviço é destinado especialmente a promover o acesso à saúde para a população que vive em áreas mais remotas e afastadas dos centros urbanos.

Além da regulamentação mais recente (portaria nº 467/2020 do Ministério da Saúde), o atendimento on-line dos psiquiatras também possui o aval da Associação Brasileira para a especialidade. No documento OF. 099/2020/ABP/SEC., a entidade sugere que os profissionais da área estejam atentos às necessidades dos pacientes. E, mesmo em tempos de pandemia, se for necessário, a consulta presencial deve ser uma opção a ser combinada entre pacientes/responsáveis e o psiquiatra.

Consulta on-line: sua saúde mental não pode esperar

Segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria, os atendimentos sofreram um aumento significativo durante os primeiros meses de pandemia no ano passado. O levantamento da entidade reuniu informações de profissionais da área de todo o Brasil e apontou um crescimento de até 25% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Entre as situações dos pacientes, muitos já haviam recebido alta e tiveram recidiva dos sintomas. Muitos usuários que buscaram atendimento médico apresentaram quadros de depressão, ansiedade, transtornos de pânico e alterações no sono.

Se você considera a possibilidade de buscar o auxílio de um psiquiatra, conheça melhor a consulta on-line e veja como ela pode ser acessível. Ressaltamos, ainda, que você pode escolher o profissional de sua preferência, contar com a flexibilidade dos horários, economizar o tempo que gastaria com deslocamento, entre outros benefícios.

Listamos aqui 10 itens básicos para que você não caia em nenhuma cilada ou golpe sobre os atendimentos que estão sendo oferecidos virtualmente. Mesmo em tempos de coronavírus e isolamento social, agora, mais do que nunca, sua saúde integral merece sua atenção.

1 – Que tipo de orientação deve ser respeitada durante uma consulta on-line?

O atendimento remoto deve seguir todas as orientações do Código de Ética da profissão, seja o especialista um médico, psicólogo, psicopedagogo, educador físico, fonoaudiólogo, nutricionista,  fisioterapeuta ou neuropsicólogo.

2 – Como o atendimento é agendado?

Assim como você marca uma consulta presencial, no ambiente virtual também é necessário pré-agendar. A diferença, no entanto, fica por conta da definição de onde será o atendimento, além do fato de você poder usar diferentes plataformas.

A instituição de saúde e/ou o especialista que prestará o serviço deve combinar previamente como será a consulta on-line, quais canais e métodos serão usados. O paciente, por sua vez, precisa ter todas as ferramentas para que a teleconsulta de fato aconteça: internet com boa conexão, acesso à plataforma, auxílio de algum familiar ou acompanhante (se for o caso), etc.

3 – Como acontece a consulta on-line e o que é permitido?

Entre as recomendações está a utilização de vídeo e microfone, pois é importante para o profissional observar alguns sinais físicos e até emocionais  de quem está recebendo o atendimento.

Durante a consulta, as receitas médicas e demais prescrições podem ser encaminhadas por e-mail ou whatsapp do pacientes. O documento, no entanto, deve conter a assinatura digital do especialista. A regra vale também para atestados e relatórios.

4 – A atividade é segura para profissionais e pacientes?

Sim, desde que a captação e privacidade dos dados partilhados durante o atendimento sejam armazenados de forma segura pela instituição que oferece o serviço. O sigilo profissional continua valendo, como se o encontro fosse presencial.

5 – O atendimento virtual na saúde já existia no Brasil?

Sim, a consulta on-line já era uma modalidade liberada para psicólogos. Devido à pandemia de coronavírus, outros profissionais da área de saúde também puderam disponibilizar os atendimentos de forma virtual. Todos os detalhes estão disponíveis na portaria nº467, do Ministério da Saúde, datada de março de 2020.

6 – Posso ser atendido por um profissional de qualquer lugar do país?

Sim. O acesso é livre, inclusive para quem mora fora do país e quer ser consultado em seu idioma de origem. Há pessoas que buscam uma segunda opinião, de regiões onde há tratamentos mais avançados. E também casos daqueles que se mudam e gostariam de ser acompanhados pelo mesmo especialista, ainda que esteja longe fisicamente. Converse com o profissional e veja as possibilidades disponíveis.

7 – Como acontece a prescrição médica nesses casos?

A prescrição de medicamentos ou o encaminhamento para exames também pode ser feita na consulta on-line. Para isso, é necessário que o documento emitido tenha os dados de identificação do médico, do paciente, assim como data, horário e assinatura digital de quem prestou o atendimento.

8 – Outras pessoas terão acesso ao meu prontuário e diagnósticos?

O compartilhamento dos dados só acontecerá mediante a autorização prévia do paciente. Quando ressaltamos que a consulta on-line otimiza o tempo, isso também está relacionado ao estudo do caso clínico. Com os dados no ambiente virtual, é possível que outros especialistas possam ajudar em seu diagnóstico e acompanhamento através de relatórios e resultados de exames.

9 – Quais são as principais vantagens do serviço remoto?

A consulta on-line é vantajosa para os pacientes por dispensar a  necessidade de deslocamento e oferecer conforto, comodidade e praticidade.

É importante dizer que, apesar do destaque sobre o atendimento virtual para que algumas pessoas mantenham o isolamento social, outras terão acesso a tratamentos relacionados à saúde mental pela primeira vez, graças a democratização do serviço.

10 – Como será a prática de consultas on-line depois da pandemia?

Apesar de lidar com um tema tão delicado, que é a saúde mental, é natural que os profissionais se adequem e aprimorem os atendimentos virtuais com o tempo.

Essa atenção remota dispensada ao paciente também promove mais proximidade e aumenta as chances de um tratamento de sucesso, baseado na confiança entre as partes.

A consulta on-line não surgiu para extinguir a presencial, mas sim, para complementar e também promover acessibilidade, ou seja, sendo benéfica a um maior número de pacientes.

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