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Psicólogo ou Psiquiatra: em qual devo me consultar?

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Ao possuir alguma preocupação com relação à sua saúde emocional ou associada à mente é preciso buscar ajuda. Sabe-se que o psicólogo e o psiquiatra trabalham para promover o tratamento, a cura e a qualidade de vida dos pacientes. Entretanto, eles fazem isso de formas diferentes, em alguns casos, são profissionais complementares, ou seja: atuam juntos em um mesmo caso, sendo que o paciente faz psicoterapia com o psicólogo e o tratamento medicamentoso com o psiquiatra.

Para tornar mais fácil o entendimento de como ambas as áreas atuam, vamos ver a partir de agora as principais diferenças entre o papel do psicólogo e do psiquiatra no desenvolvimento da saúde mental dos pacientes. Apresentamos a seguir tudo o que é preciso saber para decidir qual é o profissional indicado para você.

A função do Psicólogo 

O psicólogo tem habilidades para tratar, através das técnicas da psicoterapia, as muitas variedades de transtornos comportamentais, mentais e emocionais que o paciente pode apresentar.  De modo geral, a psicoterapia é aplicada através do diálogo entre psicólogo e paciente. Outras técnicas podem ser somadas e introduzidas ao longo do tratamento, como desenhos, leituras e exercícios corporais.

O tratamento com psicólogo é realizado através de encontros periódicos – que costumam ser semanais ou quinzenais – e, normalmente, possui duração fixa para cada sessão. A terapia pode levar o tempo que o paciente achar necessário para sentir-se confortável e seguro de que alcançou os resultados desejados.

O objetivo principal do tratamento com psicólogo, através de conversas francas e transparentes, não é a diminuição dos sintomas, mas o entendimento do que está causando a doença, melhorando  a qualidade de vida do paciente, proporcionando autoconhecimento, avançando nos relacionamentos interpessoais e no trabalho, dando ao paciente a capacidade para lidar com as adversidades de forma mais equilibrada.

A função do Psiquiatra 

O psiquiatra tem a capacidade de identificar, diagnosticar e indicar tratamentos com o uso de medicamentos para transtornos mentais. Nos casos de doenças mentais graves, como, por exemplo, a esquizofrenia, o autismo e a depressão, a participação de um psiquiatra é fundamental.

O tratamento também se dá através de encontros entre o profissional e o paciente, mas estes ocorrem, na maioria dos casos, mensalmente e com um acompanhamento clínico. A indicação de medicamentos ocorre para tratar os sintomas que impedem o paciente de ter uma vida satisfatória. Tendo como objetivo a redução de ocorrências que não fazem bem com o intuito de melhorar a qualidade de vida do paciente.

A duração da psicoterapia e do tratamento psiquiátrico por meio de medicamentos depende de muitos fatores. Entre eles estão a reação aos medicamentos, a efetiva participação do paciente nas sessões e a gravidade de cada caso.

Como saber qual profissional escolher? 

É importante destacar que a psicologia não trata apenas e necessariamente transtornos psiquiátricos. Esse profissional também ajuda pessoas que estão passando por uma fase difícil na vida ou que estão buscando algum tipo de orientação emocional, pessoal, profissional ou social. Luto, problemas na família ou no emprego, separação e outras dificuldades são indicativos para o tratamento com um psicólogo.

Esse profissional também pode ajudar no tratamento de quadros psiquiátricos. É nesse momento que o trabalho em conjunto com o psiquiatra se faz necessário, e os dois precisam atuar para oferecer tratamento, cura e prevenção para a doença.

Se o paciente está se sentindo mais ansioso que o normal, enfrentando medos crescentes e com sintomas físicos por causa de ansiedade, estresse ou depressão, pode ser um forte indicativo para a procura de um psiquiatra. Se não houver disposição para realizar as atividades diárias, muita tristeza e desânimo, é provável que a pessoa esteja em um quadro psiquiátrico, que precisa ser avaliado e diagnosticado por um profissional da área, que fará o encaminhamento para um psicólogo.

O mais importante é buscar ajuda, lembrando que, psicólogo e psiquiatra trabalham juntos no desenvolvimento e na recuperação do ser humano. São atuações complementares e que muitas vezes precisam uma da outra para que os resultados desejados sejam atingidos. Um profissional capacitado saberá dizer se há indicativo para tratamento com psicólogo ou com psiquiatra.

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Sinais de que o nosso psicológico precisa de cuidados

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Com a correria do dia a dia, nem sempre damos a devida atenção ao nosso psicológico e, muitas vezes, só procuramos ajuda especializada quando nos encontramos em uma situação grave, como: crises de pânico, delírios, pensamentos suicidas e surtos.

Segundo um relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) , uma pessoa entre quatro será afetada por problemas mentais ou neurológicos em algum momento de suas vidas. Por isso, cuidar da saúde mental é tão importante quanto o cuidado com a saúde física. Ela é essencial para ter uma qualidade de vida melhor e evitar transtornos mentais.

É importante lembrar que o tratamento psicológico é recomendado não só para quem está com um problema emocional aparente, mas também para todas as pessoas que desejam se conhecer melhor e buscar equilíbrio em qualquer campo da vida — seja pessoal ou profissional. Descubra, neste artigo, alguns sintomas que indicam o momento de procurar o auxílio de um profissional.

Sinais de alerta 

Por ano, no Brasil, milhares de pessoas são diagnosticadas com doenças psicológicas. Esses diagnósticos são diversos, e vão desde transtorno de ansiedade generalizada e depressão, até mesmo a esquizofrenia, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), bipolaridade, transtornos de personalidade, etc. Conheça alguns sintomas que podem indicar que você precisa cuidar do seu psicológico.

1. Emoções intensas – Todo ser humano se sente triste ou fica nervoso diante de determinadas situações nas diferentes fases da vida. Apesar disso, é preciso prestar atenção na intensidade e frequência das suas emoções. Quando os sentimentos paralisam e causam danos, eles devem ser investigados.

Quem deixa de procurar apoio pode desenvolver ansiedade e ter dificuldade para tomar decisões importantes por medo ou pânico. Isso acontece porque alguns indivíduos têm uma percepção equivocada em relação a um acontecimento e passam a enxergá-lo como algo muito maior do que realmente é.

2. Pensamento fixo em traumas – Um acidente, uma perda, uma separação são eventos que marcam as nossas vidas e podem nos deixar traumatizados. Se, ao longo das semanas ou mesmo meses, você se der conta de que não para de pensar nesses acontecimentos, é necessário procurar ajuda profissional.

3. Desmotivação – A falta de motivação diária deixa a gente cada vez mais triste e desconectado das pessoas e dos acontecimentos. Quando estamos desmotivados, perdemos o interesse pelas pessoas, pelo trabalho e até mesmo pelas atividades de que mais gostamos.

Inclusive, a desmotivação pode ser um indício de depressão. Pessoas que dormem demais e não querem sair da cama quando acordam também podem estar depressivas. A terapia é fundamental para descobrir a razão do problema, bem como a sua solução.

4. Variação de humor constantemente – Um dia você está muito feliz, no outro extremamente triste. Se isso acontece com frequência, é preciso examinar a causa da variação de humor. Em muitas situações, o paciente é diagnosticado com algum tipo de transtorno emocional.

5. Baixo rendimento no trabalho – Em muitos casos, os problemas pessoais acabam interferindo na vida profissional. O contrário também pode acontecer. Quando não estamos bem, perdemos a atenção mais facilmente e temos dificuldade para nos concentrar nas nossas atividades.

A situação tende a se agravar quando o rendimento no trabalho cai por um longo período, o que pode colocar em risco o próprio emprego. Nesse caso, fazer terapia pode ser a única maneira de solucionar as questões emocionais para encontrar um rumo para a vida pessoal e profissional.

6. Problemas com sono e falta de apetite – Alguns transtornos psicológicos como transtornos de humor, transtornos de ansiedade, síndrome do pânico e alcoolismo  estão associados com distúrbios do sono e falta de apetite, que são sintomas muitas vezes ignorados.

Não conseguir dormir de vez em quando, ou ter insônia depois de um dia agitado, é normal. Mas quando esse problema se torna uma rotina é o momento de procurar ajuda.

7- Relações difíceis – Nenhum evento novo aconteceu, mas, ainda assim, você está com dificuldades para se relacionar com o seu parceiro? Anda impaciente com os seus filhos? As brigas em casa estão cada vez mais frequentes? Qual é a razão para o desgaste nas relações?

Muitas vezes, nem mesmo a gente sabe compreender o que está sentindo ou identifica as próprias emoções. Esse é um bom momento para se conhecer melhor, mudar o comportamento e ampliar os horizontes. Nesse sentido, o apoio profissional será fundamental para melhorar a sua relação com o outro.

O tratamento psicológico é indicado não só para quem tem um problema emocional grave, mas também para todos os indivíduos que buscam lidar da melhor maneira possível com as dificuldades diárias. Portanto, qualquer pessoa pode e deve fazer terapia.  Se você identificar algum dos sintomas mencionados, agende uma consulta com um psicólogo.

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