fbpx

Tudo sobre o autismo

autismo

Desenvolvimento infantil: O que dizem os profissionais?

desenvolvimento_infantil

Para uma criança crescer de maneira completa, é preciso trabalhar diferentes aspectos durante sua formação. O desenvolvimento infantil é complexo e abrange aspectos cognitivos, orgânicos, motores, emocionais e sociais.

As pesquisas em neurologia mostram que a primeira infância é um período fundamental no desenvolvimento cerebral. Os bebês começam muito cedo seu aprendizado sobre o mundo que os cerca, desde os períodos pré-natal, perinatal (imediatamente antes e após o nascimento) e pós-natal.

Esse é o assunto que vamos abordar neste conteúdo. Confira!

Fases do desenvolvimento infantil

Sensório-motor: 0 a 2 anos – Nessa fase a criança desenvolve a competência de manter a concentração em sensações e movimentos. Inicia o processo de consciência dos movimentos, antes involuntários, agora começam a ter um propósito, como ao estender os braços poderá alcançar objetos de seu desejo.

Sendo que nesse período acontecerá desenvolvimento da coordenação motora. E nessa fase também que o bebê possui consciência somente daquilo que pode enxergar, por esse motivo choram no momento em que a mãe sai de seu campo de visão.

Pré-operatório: 2 a 7 anos – Nesse período acontecem as representações da realidade dos próprios pensamentos. Muitas vezes a criança não tem uma percepção real dos eventos, mas sim a sua própria interpretação do que está acontecendo.

Pode-se observar também nesse período, uma fase muito proeminente do egocentrismo e a necessidade de dar vida às coisas. Sendo visto ainda, como a fase dos “porquês” e da exploração da imaginação, onde o faz de conta é elemento complementar da vida da criança.

Operatório concreto: 8 a 12 anos – O início do pensamento lógico concreto e as normas sociais começam a ser demonstrados pela criança, sendo capaz de entender, por exemplo, que recipientes de tamanhos diferentes, podem comportar a mesma quantidade de líquido.

Nesse período também, o desenvolvimento da criança contempla noções como regras sociais e senso de justiça.

Operatório formal: a partir dos 12 anos – Aos 12 anos a criança já apresenta a competência de compreender situações abstratas e experiências de outras pessoas. Ainda que essas vivências não tenham sido experimentadas pela criança, ela passa a ter condições necessárias para compreender através de situações experienciadas por outras pessoas, em outras palavras, inicia o processo de compreensão de situações abstratas.

Na pré-adolescência, o sujeito se torna capaz de desenvolver hipóteses, teorias e possibilidades e inicia o processo de desenvolvimento da autonomia e independência da adolescência.

Principais Transtornos do Desenvolvimento Infantil

TDAH — Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade: é um transtorno que afeta as habilidades motoras e a atenção, podendo também levar a problemas emocionais. Geralmente, os sintomas se tornam mais evidentes na escola, ainda que possam ser percebidos antes disso.

Quem tem TDAH tem dificuldade em manter atenção e foco nas atividades, da mesma forma, não tem muito controle corporal. Isso se manifesta em inquietações, dificuldade para esperar ou ficar parado. Podem ser mais impulsivos e ter problemas emocionais devido a esses sintomas.

TEA — Transtorno do Espectro Autista – é um transtorno do desenvolvimento infantil que afeta principalmente a comunicação e a interação social. Geralmente, os sintomas podem ser percebidos bem cedo, nos primeiros anos de vida da criança.

A criança com TEA pode apresentar atrasos no desenvolvimento da linguagem, mas isso varia de caso a caso. Em geral, ocorrem prejuízos significativos na comunicação, verbal ou não verbal. A criança com autismo tem dificuldade em compreender códigos sociais, como determinados gestos, olhares e regras. Possui o interesse focado e restrito por algum objeto ou assunto.

Distúrbios da Aprendizagem – Os distúrbios da aprendizagem, apesar de afetar funções cognitivas, ocorrem em crianças com bom desempenho intelectual. Os mais comuns afetam a leitura, escrita e a capacidade matemática. A dislexia é o transtorno de aprendizagem mais conhecido e afeta a capacidade de leitura. A criança disléxica tem dificuldade em separar palavras agrupadas em um texto ou dividi-las em partes.

Deficiência Intelectual – é considerada um transtorno do desenvolvimento infantil, podendo ser genética ou resultado de distúrbios neurológicos que interferem no desenvolvimento cerebral.

Geralmente, os sintomas aparecem na pré-escola e o diagnóstico é realizado com testes, por um médico especialista. Com um tratamento multidisciplinar, dependendo da severidade do caso, as crianças conseguem evoluir e se desenvolver em seu limite máximo.

O principal sintoma é o desempenho intelectual muito abaixo da média, limitando habilidades adaptativas — memória, leitura, escrita, matemática, interação social, entre outras —  a ponto de precisarem de constante apoio. Ainda que o grau varia de leve a profundo.

Como ajudar no desenvolvimento da criança?

O processo de criação e desenvolvimento da criança não tem uma fórmula mágica. Cada indivíduo tem uma experiência diferente e uma evolução única. Apesar disso, algumas práticas podem ser adotadas para incentivar o aprendizado, como:

  • Converse e interaja com a criança;
  • Brinque;
  • Leia;
  • Ouça músicas;
  • Ofereça uma alimentação equilibrada.

Lembre-se que o mais importante é observar cada etapa do desenvolvimento infantil e respeitar o tempo de cada criança. Caso perceba algum atraso ou sintomas de transtornos, procure ajuda de um profissional. As intervenções precoces são as mais efetivas e promovem o desenvolvimento adequado das crianças.

banner_plataforma_egolife

Tratamento multidisciplinar em distúrbios alimentares

disturbios_alimentares

Os dados em todo o mundo são preocupantes: a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que cerca de 2,6% da população sofre com algum Transtorno Compulsivo Alimentar, ou mais conhecido somente como distúrbios alimentares. Quanto ao Brasil, a taxa é ainda mais alta, atingindo quase 4,7% da população.

Frequentemente, os distúrbios alimentares ainda são vistos como meras tentativas de chamar atenção, sinal de falta de vontade ou apenas uma manifestação de futilidade. Contudo, esses problemas são doenças que podem e devem ser tratadas.

Leia este artigo até o final  e descubra como o programa multidisciplinar pode auxiliar no tratamento dos distúrbios alimentares.

Tipos de distúrbios alimentares 

Os distúrbios alimentares são caracterizados por alterações na forma de se alimentar,  o que normalmente ocorre devido a uma preocupação excessiva com o peso e a aparência do corpo. Conheça alguns deles:

Anorexia: consiste em tentar comer o mínimo possível para perder peso e tem grande risco de mortalidade, além da dificuldade do paciente de enxergar-se mais magro.

Bulimia: pode se caracterizar pelo consumo excessivo de alimentos e a indução ao hábito para “abandonar” as calorias ou através de laxantes e outros medicamentos.

Compulsão alimentar: acontece quando o paciente não consegue controlar a sua compulsão e come muito em pouco tempo, principalmente em situações com motivação emocional.

Tare: o transtorno restritivo evitativo é comum em crianças que se negam a comer determinados alimentos, o que pode causar uma deficiência de nutrientes quando se prolonga.

Vigorexia: caracteriza-se como um transtorno em busca do corpo perfeito, o que leva muitas vezes à exaustão com exercícios físicos e uso de substâncias impróprias.

O que é uma equipe multidisciplinar?

É um grupo de profissionais clínicos que trabalham unidos em prol do diagnóstico, tratamento e recuperação do paciente. Assim, é priorizado um consenso nas decisões de cada intervenção. A meta é que os resultados alcançados sejam os melhores possíveis.

Imediatamente após a avaliação do paciente, a equipe se reúne e discute as principais estratégias de intervenção. O principal critério é o nível de gravidade da doença, o risco para o paciente e as ferramentas terapêuticas disponíveis.

Desse modo, as diferentes especialidades se integram em prol de objetivos em comum: a melhoria da qualidade no atendimento e a reabilitação do paciente.

O papel da equipe multidisciplinar em distúrbios alimentares

Os distúrbios alimentares comprometem o bem-estar nas esferas física, social e psicológica. Por isso, a abordagem precisa ser multidisciplinar.

O papel do time de especialistas é apoiar, auxiliar e sanar todas as dúvidas do paciente sobre sua condição e o tratamento. O procedimento é uma tarefa complexa e, para ter sucesso, o paciente precisa contar com suporte médico e familiar.

Entre as principais especialidades envolvidas no tratamento dessas condições, podemos citar:

  • Endocrinologista;
  • Pneumologista;
  • Cardiologista;
  • Nutricionista;
  • Ortopedista;
  • Psiquiatra;
  • Psicólogo;
  • Fonoaudiólogo;
  • Fisioterapeuta;
  • Educador físico.

O trabalho de todos esses especialistas visa criar um programa dinâmico e constantemente atualizado para que o paciente crie hábitos saudáveis e abandone os comportamentos prejudiciais. Cada programa é criado de acordo com a necessidade e distúrbio de cada paciente.

Por fim, o tratamento desses distúrbios não se encerra quando o paciente emagrece. Mesmo após os primeiros resultados, podem surgir complicações que precisam ser observadas, tais como, deficiências nutricionais, alterações hormonais e mudanças no metabolismo.

Se você sofre com algum dos distúrbios alimentares, é preciso buscar ajuda médica. Relatar o que se sente e buscar apoio familiar são essenciais para que o tratamento seja bem sucedido.

banner_plataforma_egolife

10 coisas que você deve saber sobre obesidade

obesidade

A obesidade é o acúmulo de gordura no corpo causado quase sempre por um consumo excessivo de calorias na alimentação, superior ao valor usado pelo organismo para sua manutenção e realização das atividades do dia a dia.

O excesso de gordura pode levar ao desenvolvimento de diabetes tipo 2, doenças do coração, pressão alta, artrite, apneia e derrame. Por causa do risco envolvido, optar por uma rotina alimentar saudável e a prática de exercícios físicos podem contribuir com a prevenção e tratamento. Confira abaixo, 10 coisas que você precisa saber sobre a obesidade.

1. Alimentos ultraprocessados aumentam a obesidade – A recomendação para uma saúde equilibrada é que as pessoas busquem inserir no dia a dia principalmente alimentos in natura e minimamente processados de origem vegetal, pois os estudos mostram que o consumo de comida ultraprocessada leva ao aumento de peso.

2. Obesidade é fator de risco para outras doenças – Pessoas que convivem com a obesidade têm mais risco de sofrer de inúmeras outras doenças crônicas, que estão ligadas à mortalidade precoce e à redução da qualidade de vida. As principais comorbidades relacionadas à obesidade são:

  • Doenças cardiovasculares, especialmente hipertensão, infarto e  derrame;
  • Diabetes;
  • Doenças musculoesqueléticas, como osteoartrite;
  • Diversos tipos de câncer, incluindo de endométrio, mama, ovário, próstata, fígado, vesícula, cólon e rim.

3. A ligação entre obesidade e fertilidade – De acordo com uma pesquisa feita pelos Institutos Nacionais de Saúde (National Institutes of Health, NIH), o excesso de peso reduz as chances de uma mulher engravidar. O estudo relacionou a obesidade a um aumento no número de norte-americanas com menos de 25 anos com problemas de fertilidade.

4. Obesidade não é apenas sobre peso – O peso é um indicador importante para a obesidade, sendo o IMC (índice de massa corporal – que relaciona peso e altura) o parâmetro utilizado para classificar a gravidade da doença, que pode ser classificada como obesidade grau I, grau 2, grau 3 ou mórbida.

No entanto, o tratamento da obesidade deve focar na melhoria geral da saúde, e não apenas na balança. É possível que, com acompanhamento especializado, uma pessoa consiga gerenciar seus hábitos de vida para ter bem-estar, ser ativa e prevenir outras doenças mesmo que ainda esteja com o IMC elevado.

5. Pessoas obesas precisam de tratamento multidisciplinar – A obesidade não é uma doença que pode ser tratada somente com um profissional de saúde. O problema precisa ser abordado com a ajuda de um psicólogo, nutricionista, endocrinologista, profissional de educação física e demais profissionais que possam compor um time para apoiar e ajudar o obeso a perder peso.

6. Dieta restritiva não funciona a longo prazo – Adotar uma dieta que irá cortar muitas calorias de uma vez só e por conta própria poderá ser o gatilho para que a pessoa engorde ainda mais. O ideal é mudar o estilo de vida com orientação nutricional e aos poucos, para que o corpo se habitue com os novos alimentos e a pessoa não sofra com o processo de emagrecimento.

7. É possível tratar sem cirurgia – É possível sim eliminar uma grande quantidade de peso sem precisar recorrer à bariátrica, mas o esforço e comprometimento do paciente são cruciais para que o peso possa ser eliminado aos poucos. Para conseguir perder peso e manter o corpo mais magro, é preciso contar com o apoio médico, realizar exames e adotar um cotidiano mais saudável.

8. Pessoas com obesidade sofrem preconceito – Pessoas que vivem com obesidade são estigmatizadas e associadas a uma série de características negativas como preguiça, desleixo ou fracasso.

Além de gerar discriminação e exclusão nas relações sociais, profissionais e afetivas, esse desconhecimento constrange pessoas com obesidade, que acabam não procurando cuidados especializados por medo do julgamento dos próprios profissionais.

9. Obesidade infantil e obesidade juvenil podem ser prevenidas – A obesidade entre crianças e adolescentes se quintuplicou nas últimas décadas e deve crescer 60% nos próximos anos, afetando 250 milhões de crianças até 2030.

Esse é um dado alarmante porque pode afetar toda uma geração de pessoas, que estarão, cada vez mais cedo, propensas a se tornarem vítimas de doenças crônicas. Por isso, combater a obesidade infantil é um desafio urgente de saúde em todo o mundo.

10. Como mudar velhos hábitos – Começar uma dieta aliada à prática de exercícios físicos pode parecer difícil no começo, mas, com determinação e acompanhamento de um nutricionista, você vai ver que é a melhor escolha.

Se a vergonha de ir para a academia falar mais alto, procure lugares onde o público seja mais a sua cara ou pesquise os horários menos badalados. Você vai ver que as mudanças vão aparecer não apenas no seu reflexo no espelho, mas também na maneira como você encara a sua vida.

banner_plataforma_egolife

Sobrepeso: é hora de acender o sinal amarelo

sobrepeso

Manter o peso ideal é uma luta constante para muitas pessoas, ainda mais quando se tem uma vida corrida, pouco tempo para cuidar de si e uma grande oferta de alimentos prontos, que são muitas vezes calóricos para estarem presentes no cardápio do dia a dia.

O resultado de tudo isso é o ganho de peso da população. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de 1,9 milhão de adultos em todo o mundo estão acima do peso. Desses, 600 milhões são obesos.

Para reverter esse quadro, é importante um trabalho de prevenção e conscientização, com melhores hábitos alimentares, priorizar alimentos mais saudáveis e incluir exercícios na rotina.

Leia este artigo até o final e fique por dentro do assunto!

Sobrepeso e Obesidade: entenda a diferença

Você alguma vez já se perguntou qual a diferença entre sobrepeso e obesidade? Apesar de serem pautas constantes na mídia, nem todo mundo sabe diferenciá-las.

Tanto o sobrepeso quanto a obesidade representam riscos consideráveis à saúde. Elas estão diretamente ligadas aos péssimos hábitos alimentares que boa parte da população tem.

Quando uma pessoa tem sobrepeso, significa que ela pesa mais do que o que é considerado saudável ou normal para a sua idade, sexo ou tamanho.

Em contrapartida, obesidade é um estado onde o obeso possui gordura corporal em quantidade excessiva. E, embora uma pessoa com sobrepeso tenha um acúmulo de peso corporal, ela pode não ter a gordura excessiva acumulada  em seu corpo.

Como saber se o seu peso é normal ou saudável?

Uma forma de distinguir sobrepeso e obesidade é calcular o IMC (índice de massa corporal). Um adulto é considerado com sobrepeso quando está acima de seu peso saudável estipulado, que varia de acordo com a altura e sexo de uma pessoa.

Um indivíduo tem sobrepeso quando seu IMC está entre 25 e 29,9. O IMC, um cálculo que mede o peso relativo à altura, é o padrão usado por profissionais da saúde para definir o peso de uma pessoa de acordo com sua altura. Um adulto com um IMC de 30 ou mais é considerado obeso, por exemplo.

Causas e fatores de risco

Uma pessoa pode estar com sobrepeso por uma das seguintes razões: Comer demais, vida sedentária, falta de exercícios, distúrbios alimentares ou metabólicos, condições médicas, etc.

Enquanto esses fatores também podem levar a obesidade, ela também pode ser causada por mudanças sociais e de estilo de vida, problemas médicos, desequilíbrio hormonal, condições genéticas e pode ser piorada por aumento na ingestão de alimentos e falta de exercícios.

Obesidade é um grande fator de risco para problemas de saúde incluindo doença coronariana, diabetes, hipertensão, etc. Embora uma pessoa com sobrepeso também tenha risco desses problemas médicos, uma pessoa obesa é mais suscetível a eles.

Dicas para manter um peso saudável:

  • Comer o que necessita, não o que quer;
  • Evitar repetir o alimento;
  • Se movimentar e fazer exercícios para manter o equilíbrio entre calorias ingeridas e gastas;
  • Comer de forma fracionada mantém o metabolismo estável;
  • Preferir comidas mais simples, triviais no dia a dia e deixar receitas mais elaboradas e calóricas como exceção;
  • Ter em casa alimentos e refeições que possam ser preparadas sem demandar muito tempo;
  • Levar as refeições para quando precisar comer fora de casa;
  • Evitar modismos, todos os grupos alimentares são importantes se consumidos de forma correta e respeitando o gasto calórico do organismo.

Além dessas dicas, é importante que haja uma mudança de toda uma cultura que envolve prazer em comer, questões estéticas e culturais, hábitos alimentares, sedentarismo, identificação de transtornos do comportamento alimentar, entre outros.

O excesso de peso além de trazer danos para a sua saúde física, pode  prejudicar as relações pessoais e profissionais, pois indivíduos nessas condições são mais propensos à depressão e ansiedade.

Lembre-se, para adotar mudanças no estilo de vida, com uma dieta menos calórica aliada a um programa de exercícios físicos, procure ajuda de um profissional, para que juntos conquistem qualidade de vida, saúde e bem-estar para sua vida.

banner_plataforma_egolife

Psicólogo ou Psiquiatra: em qual devo me consultar?

psicólogo_ou_psiquiatra

Ao possuir alguma preocupação com relação à sua saúde emocional ou associada à mente é preciso buscar ajuda. Sabe-se que o psicólogo e o psiquiatra trabalham para promover o tratamento, a cura e a qualidade de vida dos pacientes. Entretanto, eles fazem isso de formas diferentes, em alguns casos, são profissionais complementares, ou seja: atuam juntos em um mesmo caso, sendo que o paciente faz psicoterapia com o psicólogo e o tratamento medicamentoso com o psiquiatra.

Para tornar mais fácil o entendimento de como ambas as áreas atuam, vamos ver a partir de agora as principais diferenças entre o papel do psicólogo e do psiquiatra no desenvolvimento da saúde mental dos pacientes. Apresentamos a seguir tudo o que é preciso saber para decidir qual é o profissional indicado para você.

A função do Psicólogo 

O psicólogo tem habilidades para tratar, através das técnicas da psicoterapia, as muitas variedades de transtornos comportamentais, mentais e emocionais que o paciente pode apresentar.  De modo geral, a psicoterapia é aplicada através do diálogo entre psicólogo e paciente. Outras técnicas podem ser somadas e introduzidas ao longo do tratamento, como desenhos, leituras e exercícios corporais.

O tratamento com psicólogo é realizado através de encontros periódicos – que costumam ser semanais ou quinzenais – e, normalmente, possui duração fixa para cada sessão. A terapia pode levar o tempo que o paciente achar necessário para sentir-se confortável e seguro de que alcançou os resultados desejados.

O objetivo principal do tratamento com psicólogo, através de conversas francas e transparentes, não é a diminuição dos sintomas, mas o entendimento do que está causando a doença, melhorando  a qualidade de vida do paciente, proporcionando autoconhecimento, avançando nos relacionamentos interpessoais e no trabalho, dando ao paciente a capacidade para lidar com as adversidades de forma mais equilibrada.

A função do Psiquiatra 

O psiquiatra tem a capacidade de identificar, diagnosticar e indicar tratamentos com o uso de medicamentos para transtornos mentais. Nos casos de doenças mentais graves, como, por exemplo, a esquizofrenia, o autismo e a depressão, a participação de um psiquiatra é fundamental.

O tratamento também se dá através de encontros entre o profissional e o paciente, mas estes ocorrem, na maioria dos casos, mensalmente e com um acompanhamento clínico. A indicação de medicamentos ocorre para tratar os sintomas que impedem o paciente de ter uma vida satisfatória. Tendo como objetivo a redução de ocorrências que não fazem bem com o intuito de melhorar a qualidade de vida do paciente.

A duração da psicoterapia e do tratamento psiquiátrico por meio de medicamentos depende de muitos fatores. Entre eles estão a reação aos medicamentos, a efetiva participação do paciente nas sessões e a gravidade de cada caso.

Como saber qual profissional escolher? 

É importante destacar que a psicologia não trata apenas e necessariamente transtornos psiquiátricos. Esse profissional também ajuda pessoas que estão passando por uma fase difícil na vida ou que estão buscando algum tipo de orientação emocional, pessoal, profissional ou social. Luto, problemas na família ou no emprego, separação e outras dificuldades são indicativos para o tratamento com um psicólogo.

Esse profissional também pode ajudar no tratamento de quadros psiquiátricos. É nesse momento que o trabalho em conjunto com o psiquiatra se faz necessário, e os dois precisam atuar para oferecer tratamento, cura e prevenção para a doença.

Se o paciente está se sentindo mais ansioso que o normal, enfrentando medos crescentes e com sintomas físicos por causa de ansiedade, estresse ou depressão, pode ser um forte indicativo para a procura de um psiquiatra. Se não houver disposição para realizar as atividades diárias, muita tristeza e desânimo, é provável que a pessoa esteja em um quadro psiquiátrico, que precisa ser avaliado e diagnosticado por um profissional da área, que fará o encaminhamento para um psicólogo.

O mais importante é buscar ajuda, lembrando que, psicólogo e psiquiatra trabalham juntos no desenvolvimento e na recuperação do ser humano. São atuações complementares e que muitas vezes precisam uma da outra para que os resultados desejados sejam atingidos. Um profissional capacitado saberá dizer se há indicativo para tratamento com psicólogo ou com psiquiatra.

banner_plataforma_egolife

Sinais de que o nosso psicológico precisa de cuidados

psicológico

Com a correria do dia a dia, nem sempre damos a devida atenção ao nosso psicológico e, muitas vezes, só procuramos ajuda especializada quando nos encontramos em uma situação grave, como: crises de pânico, delírios, pensamentos suicidas e surtos.

Segundo um relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) , uma pessoa entre quatro será afetada por problemas mentais ou neurológicos em algum momento de suas vidas. Por isso, cuidar da saúde mental é tão importante quanto o cuidado com a saúde física. Ela é essencial para ter uma qualidade de vida melhor e evitar transtornos mentais.

É importante lembrar que o tratamento psicológico é recomendado não só para quem está com um problema emocional aparente, mas também para todas as pessoas que desejam se conhecer melhor e buscar equilíbrio em qualquer campo da vida — seja pessoal ou profissional. Descubra, neste artigo, alguns sintomas que indicam o momento de procurar o auxílio de um profissional.

Sinais de alerta 

Por ano, no Brasil, milhares de pessoas são diagnosticadas com doenças psicológicas. Esses diagnósticos são diversos, e vão desde transtorno de ansiedade generalizada e depressão, até mesmo a esquizofrenia, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), bipolaridade, transtornos de personalidade, etc. Conheça alguns sintomas que podem indicar que você precisa cuidar do seu psicológico.

1. Emoções intensas – Todo ser humano se sente triste ou fica nervoso diante de determinadas situações nas diferentes fases da vida. Apesar disso, é preciso prestar atenção na intensidade e frequência das suas emoções. Quando os sentimentos paralisam e causam danos, eles devem ser investigados.

Quem deixa de procurar apoio pode desenvolver ansiedade e ter dificuldade para tomar decisões importantes por medo ou pânico. Isso acontece porque alguns indivíduos têm uma percepção equivocada em relação a um acontecimento e passam a enxergá-lo como algo muito maior do que realmente é.

2. Pensamento fixo em traumas – Um acidente, uma perda, uma separação são eventos que marcam as nossas vidas e podem nos deixar traumatizados. Se, ao longo das semanas ou mesmo meses, você se der conta de que não para de pensar nesses acontecimentos, é necessário procurar ajuda profissional.

3. Desmotivação – A falta de motivação diária deixa a gente cada vez mais triste e desconectado das pessoas e dos acontecimentos. Quando estamos desmotivados, perdemos o interesse pelas pessoas, pelo trabalho e até mesmo pelas atividades de que mais gostamos.

Inclusive, a desmotivação pode ser um indício de depressão. Pessoas que dormem demais e não querem sair da cama quando acordam também podem estar depressivas. A terapia é fundamental para descobrir a razão do problema, bem como a sua solução.

4. Variação de humor constantemente – Um dia você está muito feliz, no outro extremamente triste. Se isso acontece com frequência, é preciso examinar a causa da variação de humor. Em muitas situações, o paciente é diagnosticado com algum tipo de transtorno emocional.

5. Baixo rendimento no trabalho – Em muitos casos, os problemas pessoais acabam interferindo na vida profissional. O contrário também pode acontecer. Quando não estamos bem, perdemos a atenção mais facilmente e temos dificuldade para nos concentrar nas nossas atividades.

A situação tende a se agravar quando o rendimento no trabalho cai por um longo período, o que pode colocar em risco o próprio emprego. Nesse caso, fazer terapia pode ser a única maneira de solucionar as questões emocionais para encontrar um rumo para a vida pessoal e profissional.

6. Problemas com sono e falta de apetite – Alguns transtornos psicológicos como transtornos de humor, transtornos de ansiedade, síndrome do pânico e alcoolismo  estão associados com distúrbios do sono e falta de apetite, que são sintomas muitas vezes ignorados.

Não conseguir dormir de vez em quando, ou ter insônia depois de um dia agitado, é normal. Mas quando esse problema se torna uma rotina é o momento de procurar ajuda.

7- Relações difíceis – Nenhum evento novo aconteceu, mas, ainda assim, você está com dificuldades para se relacionar com o seu parceiro? Anda impaciente com os seus filhos? As brigas em casa estão cada vez mais frequentes? Qual é a razão para o desgaste nas relações?

Muitas vezes, nem mesmo a gente sabe compreender o que está sentindo ou identifica as próprias emoções. Esse é um bom momento para se conhecer melhor, mudar o comportamento e ampliar os horizontes. Nesse sentido, o apoio profissional será fundamental para melhorar a sua relação com o outro.

O tratamento psicológico é indicado não só para quem tem um problema emocional grave, mas também para todos os indivíduos que buscam lidar da melhor maneira possível com as dificuldades diárias. Portanto, qualquer pessoa pode e deve fazer terapia.  Se você identificar algum dos sintomas mencionados, agende uma consulta com um psicólogo.

banner_plataforma_egolife

Síndrome de Burnout: trabalho além do limite

sindrome_de_burnout

Para o Ministério da Saúde, a síndrome de Burnout é um distúrbio emocional provocado pelo excesso de trabalho, principalmente o trabalho não satisfatório, desgastante, muito competitivo ou que demande grandes níveis de responsabilidade.

Ficar cansado após uma semana intensa de trabalho não costuma ser preocupante. Mas é preciso ficar atento aos sinais que o corpo apresenta, pois exaustão e estresse em excesso podem indicar a síndrome do esgotamento profissional, como também é conhecida. Essa condição pode ser bastante prejudicial à saúde emocional do indivíduo e vir acompanhada de sensação de incapacidade para lidar com as tarefas profissionais.

Com o acesso à internet universalizado, muitas pessoas já ouviram falar no termo. Mas você sabe, ao certo, o que é essa síndrome, quais sintomas ela causa e como tratá-la? Confira sobre o assunto neste artigo!

O que é Síndrome de Burnout?

A síndrome de Burnout é um distúrbio psíquico causado pelos altos níveis de estresse e pelo estado emocional desequilibrado, desenvolvidos a partir de condições de trabalho desgastantes.

Normalmente, pessoas que desenvolvem este transtorno, são profissionais que  precisam demonstrar constantemente um elevado grau de desempenho, e medir sua autoestima pela capacidade de sucesso e de alcançar conquistas. E a sua satisfação termina quando seu talento e desempenho não são reconhecidos.

Nestas condições, estes objetivos se transformam em compulsão, até que o organismo entre em colapso. A pessoa começa a sofrer com problemas psicológicos, desgaste físico e exaustão, e os sintomas começam a surgir por conta do acúmulo de tarefas, pressão, exigências e responsabilidades proporcionadas pela grande demanda de trabalho.

O distúrbio também pode afetar profissionais que atuam constantemente sob pressão, em longas jornadas de trabalho, em ambientes de competitividade ou de grande responsabilidade. Desta forma, a síndrome atinge com mais frequência médicos, professores, policiais, jornalistas e demais profissionais que enfrentam dupla jornada.

Quais são os sintomas?

A síndrome de Burnout costuma ter três principais características: exaustão, menor identificação com o trabalho e sensação de redução da capacidade profissional. Além de apresentar sintomas físicos e mentais como:

  • Dor de cabeça frequente;
  • Alterações no apetite;
  • Insônia;
  • Dificuldades de concentração;
  • Sentimentos de fracasso e insegurança;
  • Negatividade constante;
  • Sentimentos de derrota e desesperança;
  • Sentimentos de incompetência;
  • Alterações repentinas de humor;
  • Isolamento;
  • Fadiga;
  • Pressão alta;
  • Dores musculares;
  • Problemas gastrointestinais;
  • Alteração nos batimentos cardíacos.

Como é o tratamento da Síndrome de Burnout? 

O tratamento para a Síndrome de Burnout deverá ser feito por um psiquiatra ou psicólogo. Indica-se que o paciente faça psicoterapia para poder identificar a causa geradora principal da síndrome e, assim, desenvolver mecanismos para vencê-la. Em casos mais severos, são indicados antidepressivos e ansiolíticos.

Para auxiliar no tratamento, é recomendado a prática de atividades físicas, pois elas aliviam o estresse diário, colaborando para o controle dos sintomas. Se possível, também se indica que o paciente tire férias do trabalho e passe mais tempo com familiares e amigos. O período do tratamento irá depender das possibilidades do paciente para modificar suas condições de trabalho e seu estilo de vida.

O estresse que provoca a síndrome pode estar diretamente relacionado ao seu trabalho, mas outros traços de personalidade ou estilo de vida podem contribuir. Perfeccionismo e pessimismo, por exemplo, podem agravar o quadro.

Lembre-se de priorizar seus momentos de lazer, hobbies e diversão, procurando sempre equilibrar as emoções da vida profissional e da vida pessoal. Se você identificar alguns dos sintomas da síndrome de Burnout, procure um especialista.

banner_plataforma_egolife

Atendimento online é bom para todos, inclusive você!

atendimento-online

Com o início da pandemia de Covid-19, houve um aumento considerável na procura por atendimentos online, principalmente o atendimento médico, para conter a sobrecarga nos hospitais e o avanço das contaminações da doença.

O Conselho Federal de Medicina permitiu desta forma,  a utilização do método de consulta médica à distância no Brasil via telemedicina (teleatendimento), garantindo uma maior segurança aos pacientes e médicos.
Neste artigo, falaremos sobre esta modalidade e os benefícios deste serviço. Confira!

O futuro da telemedicina no Brasil

No caso da telemedicina, um dos atendimentos online mais procurados atualmente, a tendência é que após a pandemia do Coronavírus essas experiências que estão sendo testadas no Brasil sejam de fato implementadas na prática médica.

A telemedicina tem se tornado também  uma alternativa ao problema de distribuição de especialistas. Com videoconferências e outras tecnologias, médicos realizam exames e ajudam na elaboração de laudos de pacientes que vivem em regiões com falta de profissionais. Auxiliando no tratamento de doenças para quem vive em regiões mais afastadas.

E para você, que é profissional na área da saúde, o seu mercado pode virar global. Ou seja, através da consulta online você poderá atender não só as pessoas da sua cidade, mas de qualquer parte do mundo! Já pensou nisso?

Quais os benefícios do atendimento online?

O domínio das ferramentas de comunicação é também um fator indiscutível, é extremamente importante que os profissionais que oferecem esse tipo de atendimento online estejam familiarizados com suas novas ferramentas de trabalho.

Conheça a seguir alguns benefícios da prestação de serviços de atendimento online através da teleconsulta.

Mais acessibilidade – O atendimento online amplia o mapa de assistência, alcançando pacientes de todas as regiões do país independente de sua localização. As teleconsultas ampliaram a acessibilidade aos atendimentos referentes à saúde física e mental.

Mesmo a distância é possível fazer diagnósticos, testes psicológicos e acompanhamento, esses profissionais estendem sua atuação e passam a alcançar pessoas que não teriam como ter acesso a esses cuidados de uma outra maneira.

Diminuição da necessidade de deslocamento – Graças ao uso das tecnologias da comunicação como forma de interação entre profissionais da área de saúde  e seus pacientes, não há necessidade alguma de deslocamento nem do profissional, nem da pessoa que será atendida.

Isso facilita bastante, em especial para redução de custos e do tempo de espera, fazendo com que diagnósticos sejam realizados de maneira precoce, o que contribui para recuperação rápida do paciente e da sua saúde, desempenho e qualidade de vida.

Beneficia o relacionamento com o paciente. Não podemos discordar que o atendimento online gera um afastamento físico. Contudo, em um mundo onde todos nós mantemos relações online, tanto afetivas, como de trabalho, não há dúvida de que é possível a adaptação. Além disso, há ainda benefícios nessa nova maneira de se relacionar, em especial se olharmos para o lado do paciente.

Melhora no acompanhamento de pacientes – Com fácil acesso através do atendimento online com o profissional,  diante de qualquer anormalidade, o paciente poderá contatar com facilidade o seu médico, evitando complicações.

Neste contexto, tratando-se especialmente de saúde mental tal atendimento é extremamente importante, já que muitas doenças se manifestam por meio de crises esporádicas que devem ser controladas o mais rápido possível.

Prevenção de infecções – O atendimento online evita aglomerações e reduz o contato do indivíduo com outros doentes, diminuindo a necessidade de visitas a clínicas e hospitais. Em tempos de coronavírus, um vírus transmitido facilmente por gotículas respiratórias, a possibilidade de orientação médica e psicológica à distância é a solução para quem deseja evitar ao máximo a contaminação.

Além de todos esses benefícios, é importante mencionar que, a todo momento surgem estudos que comprovam a eficácia do atendimento a distância, aumentando a confiabilidade desse tipo de tratamento. Lembre-se, o atendimento online é bom para todos, inclusive você!

O atendimento online é permitido e regulamentado em diferentes áreas da saúde. Assim, médicos, psicólogos, psicopedagogos, profissionais de educação física, fonoaudiólogos, nutricionistas, fisioterapeutas e neuropsicólogos podem oferecer o atendimento online.

A teleconsulta representa uma conquista tanto para médicos como para a população de maneira geral. Embora a possibilidade tenha sido implementada de maneira lenta e discreta até a chegada da pandemia, e a novidade venha acompanhada de novas responsabilidades e desafios, todo o esforço e investimento representam uma grande conquista.

banner_plataforma_egolife

Ansiedade: quando se torna um transtorno?

ansiedade

Problemas de saúde mental têm se tornado cada vez mais comuns em todo o mundo. A ansiedade, por exemplo, atinge mais de 260 milhões de pessoas. Aliás, o Brasil é o país com o maior número de pessoas ansiosas: 9,3% da população, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Neste sentido, fatores socioeconômicos, como pobreza e desemprego, e ambientais, como o estilo de vida em grandes cidades, podem ser a causa da doença em alguns casos.

A ansiedade é uma reação que todo indivíduo experimenta diante de algumas situações do dia a dia, como falar em público, expectativa para datas importantes, entrevistas de emprego, vésperas de provas, exames de saúde entre outras. Contudo, algumas pessoas vivenciam esta reação de forma mais frequente e intensa, que pode ser considerada patológica e comprometer a saúde emocional.

Quantas vezes a ansiedade já lhe impediu de fazer algo ou prejudicou a sua vida? Conheça suas causas, seus sintomas e quando a ansiedade se torna um transtorno.

O que é ansiedade?

A ansiedade é uma reação natural, instintiva do nosso corpo. Ao longo da nossa evolução, desenvolvemos a capacidade de entrar em estado de alerta quando nos sentimos expostos aos riscos e ameaças. Mas, nem sempre a interpretação de que algo oferece perigo está correta, deixando-nos extremamente ansiosos, de forma desproporcional ao risco envolvido.

Todos experimentamos a ansiedade em algum momento do dia. Até certo ponto, ela é considerada positiva, porque nos leva a uma organização prévia e nos impulsiona a agir.

Observe que quando você está ansioso, você tende a ficar mais agitado que o normal. Sempre que existe um compromisso marcado, que você precisa se preparar para algum evento, reunião ou deve tomar alguma decisão importante, você provavelmente ficará mais inquieto.

Ansiedade Patológica

Diferente da ansiedade natural que todos nós possuímos,  a ansiedade patológica tem o efeito contrário.  Pessoas com esse tipo de ansiedade acabam não conseguindo executar tarefas simples do dia a dia, como ir ao trabalho ou fazer uma pesquisa para a faculdade, porque se sentem ansiosas demais e acabam bloqueando na hora de desenvolvê-las.

A ansiedade patológica deve ser tratada rapidamente, pois de acordo com os estímulos que causam o medo e o estado de hipervigilância, acabam desencadeando transtornos que podem incluir,  por exemplo, o estresse pós traumático, transtorno obsessivo compulsivo (TOC), fobia social ou fobias específicas,  síndrome do pânico, ansiedade generalizada entre outros.

Os transtornos de ansiedade delimitam quando esta emoção se torna patológica, devido ao seu grau de intensidade e aos prejuízos gerados a curto e longo prazo para o indivíduo afetado. Por este motivo, é considerado um problema quando:

  • Surge em momentos indevidos;

  • Ocorre com frequência;

  • É tão intensa e duradoura que interfere com as atividades habituais da pessoa.

Sintomas do Transtorno de Ansiedade

É muito importante destacar que os sintomas são diversos e variam de pessoa para pessoa. Quando a ansiedade é um problema patológico, é normal que a pessoa sinta insônia, dor no peito, arritmia cardíaca e falta de ar. Algumas pessoas também relatam formigamentos na pele e visão escurecida quando estão em uma crise. Conheça alguns sintomas psicológicos e físicos:

Sintomas psicológicos – Pessoas com ansiedade tendem a apresentar sensações como dificuldade de concentração, excitabilidade, hiperatividade, excesso de medo ou de agitação, pensamentos de catástrofe, preocupação exagerada, isolamento social, dificuldade de esquecer o que a aflige, insônia, falta de confiança diante de momentos que fujam do previsto e falta de estabilidade emocional quando algo foge ao planejado.

Sintomas físicos – Aumento da pressão sanguínea, hiperventilação, palpitações, aceleração dos batimentos cardíacos, forte dor no peito, sudorese, falta de ar, ondas de calor, tremores, calafrios, dor de estômago, diarreia, musculatura tensa, sensação de desmaio.

Os transtornos de ansiedade trazem problemas não só fisicamente, mas em muitas áreas da vida do indivíduo, como na vida social e na vida profissional.

Diagnóstico e tratamentos

O diagnóstico da ansiedade é clínico, ou seja, baseado na análise dos sintomas. Não há exames que confirmem o transtorno, mas, como muitos pacientes têm sintomas físicos, como taquicardia e falta de ar, um médico pode solicitar alguns testes para descartar outras doenças.

O tratamento inclui psicoterapia e, em alguns casos, medicamentos. Ainda que você sinta que pode controlá-la por um tempo, um psicólogo irá ajudá-lo a compreendê-lo, que é o primeiro passo para controlá-la. Ele auxilia a encontrar o que, na sua vida, pode estar causando essas reações e quais consequências práticas a ansiedade está trazendo para você.

Se você está  ansioso ou identificou alguns dos sintomas mencionados, não hesite em buscar ajuda para aprender as melhores soluções contra a ansiedade e seus transtornos. Não deixe essa tensão se transformar em um problema. Você pode marcar uma consulta online através do nosso site. Conte conosco!

banner_plataforma_egolife