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A Importância do PEI: Plano de Ensino Individualizado

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O Plano de Ensino Individualizado, ou PEI,  é um documento preparado a partir do diagnóstico de aprendizagem de um estudante com necessidades educacionais específicas. Este diagnóstico é realizado através de avaliação psicopedagógica com profissionais especializados, para levantamento de necessidades, conhecimentos prévios, potencialidades  e habilidades de alunos com necessidades especiais de educação, transtornos globais de desenvolvimento como o autismo, com altas habilidades ou superdotação ou com dificuldades de aprendizagem.

Cada criança é única e aprende, portanto, da sua maneira, e o PEI visa descrever a necessidade individual de cada aluno para que, usando estratégias adequadas, a escola possa facilitar seu desenvolvimento intelectual e socioemocional e que ele possa aprender de maneira fácil e acessível.

O PEI deve ter a aprovação dos responsáveis pelo aluno e deve ser revisado regularmente, a fim de que a escola possa acompanhar o seu desenvolvimento e rever as estratégias conforme as análises em sala de aula e no convívio desse aluno com a turma escolar.

Conforme a Instrução normativa PRE/IFSP nº 001, de 20 de março de 2017,  o Plano de Ensino Individualizado é composto de informações gerais sobre o estudante, de sugestões de encaminhamentos e de um programa pedagógico específico.

Foi sancionada a Lei 14.254 que prevê assistência integral a aluno com transtorno de aprendizagem, onde educandos com dislexia, TDAH ou outro transtorno de aprendizagem que apresentam alterações no desenvolvimento da leitura e da escrita ou instabilidade na atenção que repercutam na aprendizagem devem ter assegurado o acompanhamento específico. Necessidades específicas no desenvolvimento do educando serão atendidas pelos profissionais da rede de ensino em parceria com profissionais da rede de saúde. Fonte: Agência Senado

Como o Plano de Ensino Individualizado funciona para quem tem autismo?

Um PEI bem elaborarado contribui significativamnte para o bom desenvolvimento de uma criança e adolescente com o TEA. Com o PEI, é possível criar um planejamento que dê suporte ao aluno portador de TEA de várias formas – nas questões acadêmicas, sociais, emocionais e comportamentais.

O PEI é exclusivo e individual, portanto é apropriado para uma criança mas pode não dar certo para outra.

A partir do bom uso do Plano de Ensino Individual, a criança aprenderá, da sua maneira, novas habilidades que serão indispensáveis para o dia a dia e para sua formação. Também desenvolverá capacidades de interagir com os colegas durante as atividades em grupo, assim como conquistará novos mecanismos de defesa, como saber pedir ajuda e se comportar de formas socialmente aceitáveis (sem gritar ou agredir, por exemplo).

Com o tempo, e dependendo do grau de TEA, algumas crianças podem desenvolver maior responsabilidade, atuar mais ativamente e colaborar para atingir seu potencial de aprendizagem. Os pais devem sempre cooperar com a educação de seus filhos com TEA e expor quais são as suas principais aflições sobre sua educação, como os potenciais, necessidades e interesses da criança e levar sua experiência de fracassos vivenciadas.

É importante que a criança tenha acesso a uma educação apropriada, facilitada e se beneficie dela, tendo experiências positivas que podem ser replicadas ao longo da vida.

O desenvolvimento do PEI, além do autismo, é necessário também quando há outros transtornos como TDAH, dislexia, paralisia cerebral, discalculia, deficiência intelectual etc., dando um olhar perfeito e individualizado a cada necessidade.

 

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Importância do Plano de Ensino Individualizado

A maioria das escolas não tem familiaridade ou um ambiente favorável para a educação inclusiva ou com o plano de ensino individualizado. Desta forma, isso acaba dificultando o ensino de grande parte dos professores, já que precisam dar as suas aulas “normais” e a criança com um necessidades especiais não consegue acompanhar e nem aprender da mesma maneira.

O Plano Individual de Ensino não é somente responsabilidade da escola, mas também dos pais que tem uma criança com necessidades especiais. A criança também pode colaborar no desenvolvimento do seu plano, pois ela pode comentar sobre suas vivências e experiências sobre a vida escolar.

Nos Estados Unidos o sistema educacional já utiliza o PEI com um ambiente especializado dentro da escola. Na nossa realidade ainda se caminha a passos lentos. Muitas crianças com necessidades especiais têm experiências horríveis de fracasso escolar e esse histórico fica gravado por toda a vida. Facilite o desenvolvimento do seu filho, faça com que a experiência de aprendizado dele seja cheio de sucessos e que este trabalho lhe dê confiança e desenvolva ao máximo o seu potencial.

Nosso setor de psicopedagogia atua ativamente no desenvolvimento de PEIs, conte com a gente! Agende já aqui linktr.ee/egolife

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Síndrome de Burnout agora é uma doença ocupacional

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A Síndrome de Burnout é um transtorno psíquico originado pelo cansaço extremo, e que possui relação com o trabalho afetando a pessoa em diversos setores da sua vida.

Também conhecida como Síndrome do Esgotamento Profissional, é uma doença já reconhecida pelas leis trabalhistas e previdenciárias brasileiras como uma doença ocupacional. Com isso, ela é similar ao acidente de trabalho e fornece direitos e garantias, que são muitas vezes desconhecidos pelos empregados segurados.

Esta nova classificação foi aprovada durante a 72ª Assembleia Mundial da Organização Mundial da Saúde — OMS, e passou a valer a partir do dia 1º de janeiro de 2022.

Continue a leitura e saiba mais sobre esse assunto!

Entenda sobre a Síndrome de Burnout

A síndrome do esgotamento profissional é resultante do estresse crônico no local de trabalho que não foi gerenciado com sucesso e tem as seguintes características:

  • Sentimentos de exaustão ou esgotamento de energia;
  • Aumento do distanciamento mental do próprio trabalho, ou sentimentos de negativismo ou cinismo relacionados ao próprio trabalho;
  • Redução da eficácia profissional.

Pelo Ministério da Saúde brasileiro, os sintomas envolvem nervosismo, sofrimentos psicológicos e problemas físicos (como dor de barriga, cansaço excessivo e tonturas). Sendo que, o estresse e a falta de vontade de sair da cama ou de casa, quando constantes, podem indicar o início da doença.

Estes sintomas são diferentes da depressão ou ansiedade por estarem ligados diretamente ao trabalho, mas podem levar a quadros mais sérios envolvendo as doenças citadas.

O diagnóstico deve ser feito por um profissional de saúde como um psicólogo, um psiquiatra ou um médico qualificado.Geralmente, os casos são mais frequentes entre profissionais jovens de áreas como tecnologia, saúde e educação, mas na teoria qualquer pessoa pode desenvolver a doença caso não consiga lidar com o estresse frequente.

O que muda para o trabalhador

Caso o profissional de saúde dê o diagnóstico positivo para Burnout é possível pedir uma licença médica de 15 dias para se recuperar. Durante este período o trabalhador segue recebendo sua remuneração normalmente sem sofrer nenhum prejuízo.

Entretanto, caso o funcionário necessite de mais dias para se recuperar ou realizar algum tratamento é possível entrar com uma ação trabalhista. Para isto, é preciso comprovar o diagnóstico com documentos e uma declaração do médico responsável pelo tratamento.

Neste caso, o trabalhador tem direito aos benefícios por afastamento devido a uma doença ocupacional, que são: saque do FGTS, auxílio-doença, indenizações e estabilidade garantida por 12 meses após retornar ao trabalho.

O impacto da Síndrome de Burnout nas empresas

No caso do empregador, como a Síndrome de Burnout agora é reconhecida como ocupacional, cabe a ele zelar para que seus empregados tenham um ambiente de trabalho adequado com o menor estresse possível.

Dentre as opções estão desenvolver estratégias para reduzir a sobrecarga de trabalho sobre os funcionários, incentivar uma política de colaboração entre todos evitando atitudes que aumentem o estresse e, consequentemente o esgotamento emocional, pois ambos podem levar ao desenvolvimento de Burnout e outras doenças mais graves.

É importante lembrar que Burnout é uma doença classificada como ocupacional, dessa forma, se provado, o empregador pode ser responsabilizado e até mesmo obrigado a pagar indenizações caso ele não ofereça condições dignas de trabalho para seus funcionários.

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