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Muito autista ou pouco autista?!?! Nãããããoooooo…

Entenda porque o autismo é um espectro e como identificar os sintomas e sinais

O autismo, ou Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), como é tecnicamente chamado, é uma condição de saúde caracterizada por prejuízos em três importantes áreas do desenvolvimento humano:

  • habilidades socioemocionais
  • atenção compartilhada
  • linguagem

Atualmente a ciência fala não só de um tipo de autismo, mas de muitos tipos diferentes, que se manifestam de uma maneira única em cada pessoa.

Para definir a grande abrangência do autismo, usa-se o termo “espectro”, pois há vários níveis de comprometimento, desde pessoas com outras doenças associadas (chamada de comorbidades), como deficiência intelectual, até pessoas que têm uma vida comum, independente, porém, algumas nem sabem que são autistas, pois jamais tiveram esse diagnóstico.

Causas genéticas

O autismo é um transtorno multifatorial do qual não se conhece o mecanismo da causa completamente. Um estudo publicado pelo JAMA Psychiatry em 17 de julho de 2019 sugere que 97% a 99% dos casos de autismo têm causa genética, sendo 81% hereditário. O trabalho científico, com 2 milhões de indivíduos, de cinco países diferentes, sugere ainda que de 18% a 20% dos casos tem causa genética somática (não hereditária). E o restante, aproximadamente de 1% a 3%, devem ter causas ambientais, pela exposição de agentes intrauterinos — como drogas, infecções, trauma durante a gestação (leia nosso artigo “Pesquisa confirma que autismo é quase totalmente genético; 81% é hereditário“). No início de 2020, um trabalho científico publicado na revista Cell, com base numa análise do sequenciamento genético de mais de 35.000 pessoas autistas e familiares, identificou 102 genes como sendo os principais relacionados ao autismo.

Após centenas de estudos — entre eles o norte-americano MSSNG, publicado em 2017, na revista científica Nature Neuroscience, considerado o maior programa de estudos genéticos em autismo no mundo, se sabe que testes genéticos podem detectar a causa em 10% a 40% dos casos de TEA dos EUA e Canadá, com taxa maior de detecção quando tecnologias de análises genéticas mais modernas são utilizadas em casos onde o autismo está associado a outros problemas de saúde e sinais clínicos. Como a ciência tem certeza da influência da genética no autismo, existem atualmente mais de mil de genes já mapeados e implicados como fatores de risco para o transtorno. Sendo 102 o número total dos principais genes relacionados ao autismo.

Sinais de autismo na infância

A partir de um ano e meio de idade, alguns sinais de autismo já podem aparecer, até mesmo mais cedo em casos mais graves. Há uma grande importância de se iniciar o tratamento o quanto antes — mesmo que ainda seja apenas uma suspeita clínica —, pois quanto antes iniciem-se as intervenções, maiores são as possibilidade de melhorar a qualidade de vida da pessoa. O tratamento psicológico com evidência de eficácia, segundo a Associação Americana de Psiquiatria, é a terapia de intervenção comportamental — aplicada por psicólogos. A mais usada delas é o ABA (sigla em inglês para Applied Behavior Analysis — em português, análise aplicada do comportamento). Como o tratamento para autismo é interdisciplinar, ou seja, além da psicologia, pacientes podem se beneficiar com intervenções de fonoaudiologia, terapia ocupacional, entre outros profissionais.

Listamos, a seguir, alguns desses sinais, mas é importante ressaltar que apenas três deles presentes numa criança de um ano e meio já justificam uma suspeita para se consultar um médico neuropediatra ou um psiquiatra da infância e da juventude. Testes como o M-CHAT (inclusive a versão em português) estão disponíveis na internet para serem aplicados por profissionais.

  • Não manter contato visual por mais de 2 segundos;
  • Não atender quando chamado pelo nome;
  • Isolar-se ou não se interessar por outras crianças;
  • Alinhas objetos;
  • Ser muito preso a rotinas a ponto de entrar em crise;
  • Não brincar com brinquedos de forma convencional;
  • Fazer movimentos repetitivos sem função aparente;
  • Não falar ou não fazer gestos para mostrar algo;
  • Repetir frases ou palavras em momentos inadequados, sem a devida função (ecolalia);
  • Não compartilhar seus interesses e atenção, apontando para algo ou não olhar quando apontamos algo;
  • Girar objetos sem uma função aparente;
  • Interesse restrito ou hiperfoco;
  • Não imitar;
  • Não brincar de faz-de-conta.

Atenção: estas informações não dispensam a consulta com especialistas para o diagnóstico
Fonte: tismoo

Veja também nosso artigo: Tudo sobre o autismo

Conheça nossos especialistas no diagnóstico e reabilitação de autistas, acesse linktr.ee/egolife

Síndrome de Burnout agora é uma doença ocupacional

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A Síndrome de Burnout é um transtorno psíquico originado pelo cansaço extremo, e que possui relação com o trabalho afetando a pessoa em diversos setores da sua vida.

Também conhecida como Síndrome do Esgotamento Profissional, é uma doença já reconhecida pelas leis trabalhistas e previdenciárias brasileiras como uma doença ocupacional. Com isso, ela é similar ao acidente de trabalho e fornece direitos e garantias, que são muitas vezes desconhecidos pelos empregados segurados.

Esta nova classificação foi aprovada durante a 72ª Assembleia Mundial da Organização Mundial da Saúde — OMS, e passou a valer a partir do dia 1º de janeiro de 2022.

Continue a leitura e saiba mais sobre esse assunto!

Entenda sobre a Síndrome de Burnout

A síndrome do esgotamento profissional é resultante do estresse crônico no local de trabalho que não foi gerenciado com sucesso e tem as seguintes características:

  • Sentimentos de exaustão ou esgotamento de energia;
  • Aumento do distanciamento mental do próprio trabalho, ou sentimentos de negativismo ou cinismo relacionados ao próprio trabalho;
  • Redução da eficácia profissional.

Pelo Ministério da Saúde brasileiro, os sintomas envolvem nervosismo, sofrimentos psicológicos e problemas físicos (como dor de barriga, cansaço excessivo e tonturas). Sendo que, o estresse e a falta de vontade de sair da cama ou de casa, quando constantes, podem indicar o início da doença.

Estes sintomas são diferentes da depressão ou ansiedade por estarem ligados diretamente ao trabalho, mas podem levar a quadros mais sérios envolvendo as doenças citadas.

O diagnóstico deve ser feito por um profissional de saúde como um psicólogo, um psiquiatra ou um médico qualificado.Geralmente, os casos são mais frequentes entre profissionais jovens de áreas como tecnologia, saúde e educação, mas na teoria qualquer pessoa pode desenvolver a doença caso não consiga lidar com o estresse frequente.

O que muda para o trabalhador

Caso o profissional de saúde dê o diagnóstico positivo para Burnout é possível pedir uma licença médica de 15 dias para se recuperar. Durante este período o trabalhador segue recebendo sua remuneração normalmente sem sofrer nenhum prejuízo.

Entretanto, caso o funcionário necessite de mais dias para se recuperar ou realizar algum tratamento é possível entrar com uma ação trabalhista. Para isto, é preciso comprovar o diagnóstico com documentos e uma declaração do médico responsável pelo tratamento.

Neste caso, o trabalhador tem direito aos benefícios por afastamento devido a uma doença ocupacional, que são: saque do FGTS, auxílio-doença, indenizações e estabilidade garantida por 12 meses após retornar ao trabalho.

O impacto da Síndrome de Burnout nas empresas

No caso do empregador, como a Síndrome de Burnout agora é reconhecida como ocupacional, cabe a ele zelar para que seus empregados tenham um ambiente de trabalho adequado com o menor estresse possível.

Dentre as opções estão desenvolver estratégias para reduzir a sobrecarga de trabalho sobre os funcionários, incentivar uma política de colaboração entre todos evitando atitudes que aumentem o estresse e, consequentemente o esgotamento emocional, pois ambos podem levar ao desenvolvimento de Burnout e outras doenças mais graves.

É importante lembrar que Burnout é uma doença classificada como ocupacional, dessa forma, se provado, o empregador pode ser responsabilizado e até mesmo obrigado a pagar indenizações caso ele não ofereça condições dignas de trabalho para seus funcionários.

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Psicologia infantil: quando crianças devem ir ao psicólogo

psicologia infantil

Todas as fases da vida são desafiadoras e requerem capacidade de solucionar problemas e viver em harmonia com a mente e o corpo. Porém, com a rotina cada vez mais estressante e padrões muitas vezes difíceis de serem atingidos, os problemas psicológicos têm sido cada vez mais frequentes, sejam eles causados pelo meio externo, traumas ou fatores genéticos.

O ideal é observar o comportamento da criança: qualquer mudança brusca ou atitude não habitual merece ser investigada. Se você quer descobrir os sinais de que seu filho (a) precisa de um psicólogo infantil, acompanhe o artigo até o final!

O que é psicologia infantil?

A infância é uma fase de descobertas e aprendizado tanto para a criança, quanto para os pais. É nela que os pequenos desenvolvem suas capacidades cognitivas, criam interesse por atividades e começam a formar a sua personalidade. Porém, assim como em todas as fases, essa pode ser muito conturbada quando os pais não conseguem lidar com todo esse mar de descobertas ou quando não aceitam que o filho precisa de orientação psicológica.

Portanto, a psicologia infantil existe para acolher os pais e as crianças, dar suporte a eles e guiá-los com técnicas e métodos a fim de acabar com os medos e inseguranças. Através de brincadeiras, esse profissional acessa os sentimentos de forma lúdica e sem que a criança se sinta acuada, oferecendo um ambiente onde ela se sinta segura e confortável para ser quem é. Assim, identifica os conflitos, busca maneiras de lidar com eles e orienta os pais a melhor forma de conviver e tratá-los.

Quando procurar um psicólogo infantil?

Alguns comportamentos indicam que é necessário a ajuda de um psicólogo infantil. Tristeza, prostração, apatia, perda de interesse, agressividade ou choro excessivo, por exemplo, podem ser sinais de que algo não vai bem. Veja a seguir os principais indicativos de que é hora de procurar um psicólogo infantil.

Alteração brusca ou exagerada de comportamento – De fato, pode acontecer da criança mudar de forma exagerada seu modo de se comportar, sem que isso necessariamente signifique um problema. No entanto, em alguns casos, as mudanças podem prejudicar a saúde ou os relacionamentos, gerando sofrimento.

Normalmente, essas alterações significativas no comportamento infantil ocorrem em determinadas situações. Durante o sono, quando a criança faz xixi na cama ou se recusa a dormir sozinha, quando antes o fazia. Na alimentação, quando a criança passa a comer de forma exagerada ou deixa de ter apetite. Ou, ainda, na escola, demonstrando problemas comportamentais ou de aprendizagem, por exemplo.

Comportamentos agressivos – A agressividade exagerada, quando não resolvida por conversas em família, pode ser um sinal de que a criança não está lidando bem com algum sentimento ou situação. Dessa forma, é indicado procurar ajuda profissional. O psicólogo infantil irá apoiar os pais e responsáveis na descoberta da origem dos comportamentos agressivos e até poderá ajudar na abordagem dessas emoções.

Dificuldades em interagir com outras crianças – Seu filho tem dificuldades para interagir com outras crianças? Não consegue fazer amizades? Esses sinais podem denotar bem mais do que uma mera timidez. Observe se ele tem dificuldades na comunicação verbal ou mesmo problemas com processos criativos. É importante que os pais não “diagnostiquem” esses fatores como uma personalidade mais introvertida. Eles podem ser indicativos de problemas psicológicos.

Regressão de alguma fase do desenvolvimento – A regressão de alguma fase do desenvolvimento pode ser bastante comum quando há a chegada de um irmão mais novo, por exemplo. Ou, ainda, em situações em que a criança se sente insegura por algum outro motivo. Nesse sentido, é importante ficar atento e se a criança voltar a repetir comportamentos de uma fase anterior do desenvolvimento infantil, o acompanhamento de um profissional pode ajudar bastante.

Saúde prejudicada – Às vezes, as crianças ficam doentes sem que os pais encontrem uma causa biológica ou física para esse quadro. Isso acontece porque é comum que as crianças não consigam verbalizar suas dores e inseguranças. E, então, aparecem sintomas, comportamentais ou mesmo físicos. Ou seja, é o corpo falando pela criança.

Desse modo, se seu filho ou filha está apresentando sintomas, como febre ou dor de barriga, sem que exista uma explicação médica, é importante procurar ajuda profissional. Um psicólogo infantil irá ajudar a identificar a situação que está desencadeando essa situação.

Situações traumáticas de perda ou de luto – Morte na família, acidentes, mudanças de endereço e qualquer outra alteração drástica na rotina da criança são motivos de atenção. Existe um tempo para lidar com a perda, mas, se as emoções persistirem de forma intensa, deve-se recorrer ao psicólogo.

Por fim, nem sempre é só a criança que precisa de acompanhamento. Além de procurar um psicólogo infantil, talvez seja necessário que os pais também façam um tratamento, uma vez que eles podem ser a origem dos problemas.

De qualquer maneira, é fundamental ficar de olho no comportamento da criança e como ela reage em diferentes situações. Não deixe a saúde mental do seu filho (a) para depois! Se identificar alguns dos sinais acima, procure um profissional.

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Relação da síndrome de asperger com o autismo

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Provavelmente você já ouviu falar em Autismo, mas e em Síndrome de Asperger? Trata-se de um transtorno neurobiológico que fica dentro da categoria dos Transtornos de Neurodesenvolvimento. Ele pode ser facilmente confundido com o autismo, pois possui sinais e sintomas muito parecidos e saber estabelecer o diagnóstico correto é essencial para começar o tratamento mais adequado.

Dentro da lógica do TEA – Transtorno do Espectro Autista, de acordo com o novo manual de diagnóstico da Associação Americana de Psiquiatria (DSM-5), os dois estão dentro da mesma condição. Ou seja, por estarem no mesmo espectro, o que os difere é a intensidade na manifestação dos sintomas.

Quer saber mais sobre essas patologias e suas relações? Continue a leitura deste artigo e entenda como diferenciá-las.

Sinais que auxiliam no diagnóstico do autismo

O autismo pode ser percebido nas crianças por volta do um ano e meio, quando já há indícios das primeiras interações sociais da vida. Esse transtorno gera em pessoas baixo interesse pelo convívio social e dificuldade de socialização. Outro ponto também também relevante é que a criança autista geralmente tem problemas de se comunicar com eficiência.

Além disso, também é comum que as pessoas com autismo apresentam comportamentos característicos. Andar na ponta dos pés e falta de empatia são alguns desses costumes. Contudo, o alcance e a gravidade dos sintomas manifestados podem variar consideravelmente. Portanto, pessoas autistas podem apresentar total desinteresse para com o convívio social, como também ter uma vida considerada “normal”, de acordo com o grau de autismo apresentado.

Características da síndrome de Asperger 

A Síndrome de Asperger geralmente é descoberta nas crianças quando elas têm por volta dos três anos, idade em que as interações sociais nos ambientes são mais vívidas e perceptíveis. Ao contrário do autismo, as pessoas com esse transtorno têm interesse pelo convívio em sociedade. Além disso, outra característica é a maneira rebuscada de se expressar, composta de fala prolixa e termos “difíceis”.

O transtorno apresenta características peculiares. As pessoas com Asperger podem apresentar hiperatividade, comportamentos impulsivos e anti sociais, movimentos repetitivos – tanto nos gestos quanto na fala, entre outros. A criança também pode se desenvolver com má coordenação.

Qual a diferença entre a Síndrome Asperger e Autismo?

Para começar, é importante dizer que o autismo é um transtorno de desenvolvimento que leva ao comprometimento global da interação social com comportamentos repetitivos e restritos, além de problemas de comunicação social.

Por outro lado, mesmo que o portador da síndrome de asperger também possa apresentar essas características, o que difere é a intensidade, a profundidade e a gravidade dos sintomas entre os dois transtornos. O autismo leva a um comprometimento de linguagem, de comunicação, além de aspectos que dizem respeito à sensibilidade, ao ato alimentar e ao sono. Isso leva o autista a enfrentar tudo de forma severa e, por isso, depende de uma interação maior dos responsáveis.

O asperger, por sua vez, é o contrário, pois os sintomas são relativamente mais brandos e a pessoa fala muito bem, pode se expressar de forma rebuscada. A criança consegue ser mais independente, embora apresente comportamentos ‘estranhos’, no que diz respeito à interação social.

Tratamento 

Ainda não há uma cura para o Autismo e, consequentemente, para a Síndrome de Asperger. Isso ainda está sendo investigado, mas é bastante difícil já que se acredita que as causas estão ligadas a fatores genéticos e também ambientais, mas ainda não se sabe quais.

Embora os transtornos tenham suas particularidades, o tratamento deve ser feito basicamente com terapias. No caso do autismo, ainda existem medicamentos que podem ser tomados para melhorar a qualidade de vida de quem possui o transtorno. Com o tratamento adequado e o acompanhamento de uma equipe multidisciplinar com fonoaudiólogos, psiquiatras, terapeutas ocupacionais, entre outros, é possível combater esses problemas de desenvolvimento.

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Tudo sobre o autismo

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Desenvolvimento infantil: O que dizem os profissionais?

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Para uma criança crescer de maneira completa, é preciso trabalhar diferentes aspectos durante sua formação. O desenvolvimento infantil é complexo e abrange aspectos cognitivos, orgânicos, motores, emocionais e sociais.

As pesquisas em neurologia mostram que a primeira infância é um período fundamental no desenvolvimento cerebral. Os bebês começam muito cedo seu aprendizado sobre o mundo que os cerca, desde os períodos pré-natal, perinatal (imediatamente antes e após o nascimento) e pós-natal.

Esse é o assunto que vamos abordar neste conteúdo. Confira!

Fases do desenvolvimento infantil

Sensório-motor: 0 a 2 anos – Nessa fase a criança desenvolve a competência de manter a concentração em sensações e movimentos. Inicia o processo de consciência dos movimentos, antes involuntários, agora começam a ter um propósito, como ao estender os braços poderá alcançar objetos de seu desejo.

Sendo que nesse período acontecerá desenvolvimento da coordenação motora. E nessa fase também que o bebê possui consciência somente daquilo que pode enxergar, por esse motivo choram no momento em que a mãe sai de seu campo de visão.

Pré-operatório: 2 a 7 anos – Nesse período acontecem as representações da realidade dos próprios pensamentos. Muitas vezes a criança não tem uma percepção real dos eventos, mas sim a sua própria interpretação do que está acontecendo.

Pode-se observar também nesse período, uma fase muito proeminente do egocentrismo e a necessidade de dar vida às coisas. Sendo visto ainda, como a fase dos “porquês” e da exploração da imaginação, onde o faz de conta é elemento complementar da vida da criança.

Operatório concreto: 8 a 12 anos – O início do pensamento lógico concreto e as normas sociais começam a ser demonstrados pela criança, sendo capaz de entender, por exemplo, que recipientes de tamanhos diferentes, podem comportar a mesma quantidade de líquido.

Nesse período também, o desenvolvimento da criança contempla noções como regras sociais e senso de justiça.

Operatório formal: a partir dos 12 anos – Aos 12 anos a criança já apresenta a competência de compreender situações abstratas e experiências de outras pessoas. Ainda que essas vivências não tenham sido experimentadas pela criança, ela passa a ter condições necessárias para compreender através de situações experienciadas por outras pessoas, em outras palavras, inicia o processo de compreensão de situações abstratas.

Na pré-adolescência, o sujeito se torna capaz de desenvolver hipóteses, teorias e possibilidades e inicia o processo de desenvolvimento da autonomia e independência da adolescência.

Principais Transtornos do Desenvolvimento Infantil

TDAH — Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade: é um transtorno que afeta as habilidades motoras e a atenção, podendo também levar a problemas emocionais. Geralmente, os sintomas se tornam mais evidentes na escola, ainda que possam ser percebidos antes disso.

Quem tem TDAH tem dificuldade em manter atenção e foco nas atividades, da mesma forma, não tem muito controle corporal. Isso se manifesta em inquietações, dificuldade para esperar ou ficar parado. Podem ser mais impulsivos e ter problemas emocionais devido a esses sintomas.

TEA — Transtorno do Espectro Autista – é um transtorno do desenvolvimento infantil que afeta principalmente a comunicação e a interação social. Geralmente, os sintomas podem ser percebidos bem cedo, nos primeiros anos de vida da criança.

A criança com TEA pode apresentar atrasos no desenvolvimento da linguagem, mas isso varia de caso a caso. Em geral, ocorrem prejuízos significativos na comunicação, verbal ou não verbal. A criança com autismo tem dificuldade em compreender códigos sociais, como determinados gestos, olhares e regras. Possui o interesse focado e restrito por algum objeto ou assunto.

Distúrbios da Aprendizagem – Os distúrbios da aprendizagem, apesar de afetar funções cognitivas, ocorrem em crianças com bom desempenho intelectual. Os mais comuns afetam a leitura, escrita e a capacidade matemática. A dislexia é o transtorno de aprendizagem mais conhecido e afeta a capacidade de leitura. A criança disléxica tem dificuldade em separar palavras agrupadas em um texto ou dividi-las em partes.

Deficiência Intelectual – é considerada um transtorno do desenvolvimento infantil, podendo ser genética ou resultado de distúrbios neurológicos que interferem no desenvolvimento cerebral.

Geralmente, os sintomas aparecem na pré-escola e o diagnóstico é realizado com testes, por um médico especialista. Com um tratamento multidisciplinar, dependendo da severidade do caso, as crianças conseguem evoluir e se desenvolver em seu limite máximo.

O principal sintoma é o desempenho intelectual muito abaixo da média, limitando habilidades adaptativas — memória, leitura, escrita, matemática, interação social, entre outras —  a ponto de precisarem de constante apoio. Ainda que o grau varia de leve a profundo.

Como ajudar no desenvolvimento da criança?

O processo de criação e desenvolvimento da criança não tem uma fórmula mágica. Cada indivíduo tem uma experiência diferente e uma evolução única. Apesar disso, algumas práticas podem ser adotadas para incentivar o aprendizado, como:

  • Converse e interaja com a criança;
  • Brinque;
  • Leia;
  • Ouça músicas;
  • Ofereça uma alimentação equilibrada.

Lembre-se que o mais importante é observar cada etapa do desenvolvimento infantil e respeitar o tempo de cada criança. Caso perceba algum atraso ou sintomas de transtornos, procure ajuda de um profissional. As intervenções precoces são as mais efetivas e promovem o desenvolvimento adequado das crianças.

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Tratamento multidisciplinar em distúrbios alimentares

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Os dados em todo o mundo são preocupantes: a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que cerca de 2,6% da população sofre com algum Transtorno Compulsivo Alimentar, ou mais conhecido somente como distúrbios alimentares. Quanto ao Brasil, a taxa é ainda mais alta, atingindo quase 4,7% da população.

Frequentemente, os distúrbios alimentares ainda são vistos como meras tentativas de chamar atenção, sinal de falta de vontade ou apenas uma manifestação de futilidade. Contudo, esses problemas são doenças que podem e devem ser tratadas.

Leia este artigo até o final  e descubra como o programa multidisciplinar pode auxiliar no tratamento dos distúrbios alimentares.

Tipos de distúrbios alimentares 

Os distúrbios alimentares são caracterizados por alterações na forma de se alimentar,  o que normalmente ocorre devido a uma preocupação excessiva com o peso e a aparência do corpo. Conheça alguns deles:

Anorexia: consiste em tentar comer o mínimo possível para perder peso e tem grande risco de mortalidade, além da dificuldade do paciente de enxergar-se mais magro.

Bulimia: pode se caracterizar pelo consumo excessivo de alimentos e a indução ao hábito para “abandonar” as calorias ou através de laxantes e outros medicamentos.

Compulsão alimentar: acontece quando o paciente não consegue controlar a sua compulsão e come muito em pouco tempo, principalmente em situações com motivação emocional.

Tare: o transtorno restritivo evitativo é comum em crianças que se negam a comer determinados alimentos, o que pode causar uma deficiência de nutrientes quando se prolonga.

Vigorexia: caracteriza-se como um transtorno em busca do corpo perfeito, o que leva muitas vezes à exaustão com exercícios físicos e uso de substâncias impróprias.

O que é uma equipe multidisciplinar?

É um grupo de profissionais clínicos que trabalham unidos em prol do diagnóstico, tratamento e recuperação do paciente. Assim, é priorizado um consenso nas decisões de cada intervenção. A meta é que os resultados alcançados sejam os melhores possíveis.

Imediatamente após a avaliação do paciente, a equipe se reúne e discute as principais estratégias de intervenção. O principal critério é o nível de gravidade da doença, o risco para o paciente e as ferramentas terapêuticas disponíveis.

Desse modo, as diferentes especialidades se integram em prol de objetivos em comum: a melhoria da qualidade no atendimento e a reabilitação do paciente.

O papel da equipe multidisciplinar em distúrbios alimentares

Os distúrbios alimentares comprometem o bem-estar nas esferas física, social e psicológica. Por isso, a abordagem precisa ser multidisciplinar.

O papel do time de especialistas é apoiar, auxiliar e sanar todas as dúvidas do paciente sobre sua condição e o tratamento. O procedimento é uma tarefa complexa e, para ter sucesso, o paciente precisa contar com suporte médico e familiar.

Entre as principais especialidades envolvidas no tratamento dessas condições, podemos citar:

  • Endocrinologista;
  • Pneumologista;
  • Cardiologista;
  • Nutricionista;
  • Ortopedista;
  • Psiquiatra;
  • Psicólogo;
  • Fonoaudiólogo;
  • Fisioterapeuta;
  • Educador físico.

O trabalho de todos esses especialistas visa criar um programa dinâmico e constantemente atualizado para que o paciente crie hábitos saudáveis e abandone os comportamentos prejudiciais. Cada programa é criado de acordo com a necessidade e distúrbio de cada paciente.

Por fim, o tratamento desses distúrbios não se encerra quando o paciente emagrece. Mesmo após os primeiros resultados, podem surgir complicações que precisam ser observadas, tais como, deficiências nutricionais, alterações hormonais e mudanças no metabolismo.

Se você sofre com algum dos distúrbios alimentares, é preciso buscar ajuda médica. Relatar o que se sente e buscar apoio familiar são essenciais para que o tratamento seja bem sucedido.

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10 coisas que você deve saber sobre obesidade

obesidade

A obesidade é o acúmulo de gordura no corpo causado quase sempre por um consumo excessivo de calorias na alimentação, superior ao valor usado pelo organismo para sua manutenção e realização das atividades do dia a dia.

O excesso de gordura pode levar ao desenvolvimento de diabetes tipo 2, doenças do coração, pressão alta, artrite, apneia e derrame. Por causa do risco envolvido, optar por uma rotina alimentar saudável e a prática de exercícios físicos podem contribuir com a prevenção e tratamento. Confira abaixo, 10 coisas que você precisa saber sobre a obesidade.

1. Alimentos ultraprocessados aumentam a obesidade – A recomendação para uma saúde equilibrada é que as pessoas busquem inserir no dia a dia principalmente alimentos in natura e minimamente processados de origem vegetal, pois os estudos mostram que o consumo de comida ultraprocessada leva ao aumento de peso.

2. Obesidade é fator de risco para outras doenças – Pessoas que convivem com a obesidade têm mais risco de sofrer de inúmeras outras doenças crônicas, que estão ligadas à mortalidade precoce e à redução da qualidade de vida. As principais comorbidades relacionadas à obesidade são:

  • Doenças cardiovasculares, especialmente hipertensão, infarto e  derrame;
  • Diabetes;
  • Doenças musculoesqueléticas, como osteoartrite;
  • Diversos tipos de câncer, incluindo de endométrio, mama, ovário, próstata, fígado, vesícula, cólon e rim.

3. A ligação entre obesidade e fertilidade – De acordo com uma pesquisa feita pelos Institutos Nacionais de Saúde (National Institutes of Health, NIH), o excesso de peso reduz as chances de uma mulher engravidar. O estudo relacionou a obesidade a um aumento no número de norte-americanas com menos de 25 anos com problemas de fertilidade.

4. Obesidade não é apenas sobre peso – O peso é um indicador importante para a obesidade, sendo o IMC (índice de massa corporal – que relaciona peso e altura) o parâmetro utilizado para classificar a gravidade da doença, que pode ser classificada como obesidade grau I, grau 2, grau 3 ou mórbida.

No entanto, o tratamento da obesidade deve focar na melhoria geral da saúde, e não apenas na balança. É possível que, com acompanhamento especializado, uma pessoa consiga gerenciar seus hábitos de vida para ter bem-estar, ser ativa e prevenir outras doenças mesmo que ainda esteja com o IMC elevado.

5. Pessoas obesas precisam de tratamento multidisciplinar – A obesidade não é uma doença que pode ser tratada somente com um profissional de saúde. O problema precisa ser abordado com a ajuda de um psicólogo, nutricionista, endocrinologista, profissional de educação física e demais profissionais que possam compor um time para apoiar e ajudar o obeso a perder peso.

6. Dieta restritiva não funciona a longo prazo – Adotar uma dieta que irá cortar muitas calorias de uma vez só e por conta própria poderá ser o gatilho para que a pessoa engorde ainda mais. O ideal é mudar o estilo de vida com orientação nutricional e aos poucos, para que o corpo se habitue com os novos alimentos e a pessoa não sofra com o processo de emagrecimento.

7. É possível tratar sem cirurgia – É possível sim eliminar uma grande quantidade de peso sem precisar recorrer à bariátrica, mas o esforço e comprometimento do paciente são cruciais para que o peso possa ser eliminado aos poucos. Para conseguir perder peso e manter o corpo mais magro, é preciso contar com o apoio médico, realizar exames e adotar um cotidiano mais saudável.

8. Pessoas com obesidade sofrem preconceito – Pessoas que vivem com obesidade são estigmatizadas e associadas a uma série de características negativas como preguiça, desleixo ou fracasso.

Além de gerar discriminação e exclusão nas relações sociais, profissionais e afetivas, esse desconhecimento constrange pessoas com obesidade, que acabam não procurando cuidados especializados por medo do julgamento dos próprios profissionais.

9. Obesidade infantil e obesidade juvenil podem ser prevenidas – A obesidade entre crianças e adolescentes se quintuplicou nas últimas décadas e deve crescer 60% nos próximos anos, afetando 250 milhões de crianças até 2030.

Esse é um dado alarmante porque pode afetar toda uma geração de pessoas, que estarão, cada vez mais cedo, propensas a se tornarem vítimas de doenças crônicas. Por isso, combater a obesidade infantil é um desafio urgente de saúde em todo o mundo.

10. Como mudar velhos hábitos – Começar uma dieta aliada à prática de exercícios físicos pode parecer difícil no começo, mas, com determinação e acompanhamento de um nutricionista, você vai ver que é a melhor escolha.

Se a vergonha de ir para a academia falar mais alto, procure lugares onde o público seja mais a sua cara ou pesquise os horários menos badalados. Você vai ver que as mudanças vão aparecer não apenas no seu reflexo no espelho, mas também na maneira como você encara a sua vida.

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Sobrepeso: é hora de acender o sinal amarelo

sobrepeso

Manter o peso ideal é uma luta constante para muitas pessoas, ainda mais quando se tem uma vida corrida, pouco tempo para cuidar de si e uma grande oferta de alimentos prontos, que são muitas vezes calóricos para estarem presentes no cardápio do dia a dia.

O resultado de tudo isso é o ganho de peso da população. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de 1,9 milhão de adultos em todo o mundo estão acima do peso. Desses, 600 milhões são obesos.

Para reverter esse quadro, é importante um trabalho de prevenção e conscientização, com melhores hábitos alimentares, priorizar alimentos mais saudáveis e incluir exercícios na rotina.

Leia este artigo até o final e fique por dentro do assunto!

Sobrepeso e Obesidade: entenda a diferença

Você alguma vez já se perguntou qual a diferença entre sobrepeso e obesidade? Apesar de serem pautas constantes na mídia, nem todo mundo sabe diferenciá-las.

Tanto o sobrepeso quanto a obesidade representam riscos consideráveis à saúde. Elas estão diretamente ligadas aos péssimos hábitos alimentares que boa parte da população tem.

Quando uma pessoa tem sobrepeso, significa que ela pesa mais do que o que é considerado saudável ou normal para a sua idade, sexo ou tamanho.

Em contrapartida, obesidade é um estado onde o obeso possui gordura corporal em quantidade excessiva. E, embora uma pessoa com sobrepeso tenha um acúmulo de peso corporal, ela pode não ter a gordura excessiva acumulada  em seu corpo.

Como saber se o seu peso é normal ou saudável?

Uma forma de distinguir sobrepeso e obesidade é calcular o IMC (índice de massa corporal). Um adulto é considerado com sobrepeso quando está acima de seu peso saudável estipulado, que varia de acordo com a altura e sexo de uma pessoa.

Um indivíduo tem sobrepeso quando seu IMC está entre 25 e 29,9. O IMC, um cálculo que mede o peso relativo à altura, é o padrão usado por profissionais da saúde para definir o peso de uma pessoa de acordo com sua altura. Um adulto com um IMC de 30 ou mais é considerado obeso, por exemplo.

Causas e fatores de risco

Uma pessoa pode estar com sobrepeso por uma das seguintes razões: Comer demais, vida sedentária, falta de exercícios, distúrbios alimentares ou metabólicos, condições médicas, etc.

Enquanto esses fatores também podem levar a obesidade, ela também pode ser causada por mudanças sociais e de estilo de vida, problemas médicos, desequilíbrio hormonal, condições genéticas e pode ser piorada por aumento na ingestão de alimentos e falta de exercícios.

Obesidade é um grande fator de risco para problemas de saúde incluindo doença coronariana, diabetes, hipertensão, etc. Embora uma pessoa com sobrepeso também tenha risco desses problemas médicos, uma pessoa obesa é mais suscetível a eles.

Dicas para manter um peso saudável:

  • Comer o que necessita, não o que quer;
  • Evitar repetir o alimento;
  • Se movimentar e fazer exercícios para manter o equilíbrio entre calorias ingeridas e gastas;
  • Comer de forma fracionada mantém o metabolismo estável;
  • Preferir comidas mais simples, triviais no dia a dia e deixar receitas mais elaboradas e calóricas como exceção;
  • Ter em casa alimentos e refeições que possam ser preparadas sem demandar muito tempo;
  • Levar as refeições para quando precisar comer fora de casa;
  • Evitar modismos, todos os grupos alimentares são importantes se consumidos de forma correta e respeitando o gasto calórico do organismo.

Além dessas dicas, é importante que haja uma mudança de toda uma cultura que envolve prazer em comer, questões estéticas e culturais, hábitos alimentares, sedentarismo, identificação de transtornos do comportamento alimentar, entre outros.

O excesso de peso além de trazer danos para a sua saúde física, pode  prejudicar as relações pessoais e profissionais, pois indivíduos nessas condições são mais propensos à depressão e ansiedade.

Lembre-se, para adotar mudanças no estilo de vida, com uma dieta menos calórica aliada a um programa de exercícios físicos, procure ajuda de um profissional, para que juntos conquistem qualidade de vida, saúde e bem-estar para sua vida.

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Psicólogo ou Psiquiatra: em qual devo me consultar?

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Ao possuir alguma preocupação com relação à sua saúde emocional ou associada à mente é preciso buscar ajuda. Sabe-se que o psicólogo e o psiquiatra trabalham para promover o tratamento, a cura e a qualidade de vida dos pacientes. Entretanto, eles fazem isso de formas diferentes, em alguns casos, são profissionais complementares, ou seja: atuam juntos em um mesmo caso, sendo que o paciente faz psicoterapia com o psicólogo e o tratamento medicamentoso com o psiquiatra.

Para tornar mais fácil o entendimento de como ambas as áreas atuam, vamos ver a partir de agora as principais diferenças entre o papel do psicólogo e do psiquiatra no desenvolvimento da saúde mental dos pacientes. Apresentamos a seguir tudo o que é preciso saber para decidir qual é o profissional indicado para você.

A função do Psicólogo 

O psicólogo tem habilidades para tratar, através das técnicas da psicoterapia, as muitas variedades de transtornos comportamentais, mentais e emocionais que o paciente pode apresentar.  De modo geral, a psicoterapia é aplicada através do diálogo entre psicólogo e paciente. Outras técnicas podem ser somadas e introduzidas ao longo do tratamento, como desenhos, leituras e exercícios corporais.

O tratamento com psicólogo é realizado através de encontros periódicos – que costumam ser semanais ou quinzenais – e, normalmente, possui duração fixa para cada sessão. A terapia pode levar o tempo que o paciente achar necessário para sentir-se confortável e seguro de que alcançou os resultados desejados.

O objetivo principal do tratamento com psicólogo, através de conversas francas e transparentes, não é a diminuição dos sintomas, mas o entendimento do que está causando a doença, melhorando  a qualidade de vida do paciente, proporcionando autoconhecimento, avançando nos relacionamentos interpessoais e no trabalho, dando ao paciente a capacidade para lidar com as adversidades de forma mais equilibrada.

A função do Psiquiatra 

O psiquiatra tem a capacidade de identificar, diagnosticar e indicar tratamentos com o uso de medicamentos para transtornos mentais. Nos casos de doenças mentais graves, como, por exemplo, a esquizofrenia, o autismo e a depressão, a participação de um psiquiatra é fundamental.

O tratamento também se dá através de encontros entre o profissional e o paciente, mas estes ocorrem, na maioria dos casos, mensalmente e com um acompanhamento clínico. A indicação de medicamentos ocorre para tratar os sintomas que impedem o paciente de ter uma vida satisfatória. Tendo como objetivo a redução de ocorrências que não fazem bem com o intuito de melhorar a qualidade de vida do paciente.

A duração da psicoterapia e do tratamento psiquiátrico por meio de medicamentos depende de muitos fatores. Entre eles estão a reação aos medicamentos, a efetiva participação do paciente nas sessões e a gravidade de cada caso.

Como saber qual profissional escolher? 

É importante destacar que a psicologia não trata apenas e necessariamente transtornos psiquiátricos. Esse profissional também ajuda pessoas que estão passando por uma fase difícil na vida ou que estão buscando algum tipo de orientação emocional, pessoal, profissional ou social. Luto, problemas na família ou no emprego, separação e outras dificuldades são indicativos para o tratamento com um psicólogo.

Esse profissional também pode ajudar no tratamento de quadros psiquiátricos. É nesse momento que o trabalho em conjunto com o psiquiatra se faz necessário, e os dois precisam atuar para oferecer tratamento, cura e prevenção para a doença.

Se o paciente está se sentindo mais ansioso que o normal, enfrentando medos crescentes e com sintomas físicos por causa de ansiedade, estresse ou depressão, pode ser um forte indicativo para a procura de um psiquiatra. Se não houver disposição para realizar as atividades diárias, muita tristeza e desânimo, é provável que a pessoa esteja em um quadro psiquiátrico, que precisa ser avaliado e diagnosticado por um profissional da área, que fará o encaminhamento para um psicólogo.

O mais importante é buscar ajuda, lembrando que, psicólogo e psiquiatra trabalham juntos no desenvolvimento e na recuperação do ser humano. São atuações complementares e que muitas vezes precisam uma da outra para que os resultados desejados sejam atingidos. Um profissional capacitado saberá dizer se há indicativo para tratamento com psicólogo ou com psiquiatra.

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